Coletiva aconteceu no dia 23 de dezembro, no Palácio da Redenção, em João Pessoa Foto: Pollyana Sorrentino/RTC
De acordo com Elivâniia Gomes, sogra do paciente, não havia médicos neurocirurgiões do hospital. A entrada na unidade foi registrada às 14h30, de sábado (28) e apenas às 9h30, do domingo (29), o paciente foi transferido para o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita.
No hospital de Trauma, o fim da gestão da organização social também ocasionou o término do contrato dos profissionais. Em nota, o Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba disse que o Governo da Paraíba não realizou concurso público ou contrato de prestação de serviço para suprir o término do contrato com a organização social, mas, há poucos dias, acenou a intenção de contratação dos médicos que trabalham no Hospital de Trauma e de Mamanguape através de empresas médicas (pessoa jurídicas), porém sem contrato formal e sem informar prazo, valores, obrigações, responsabilidades ou mesmo documentos necessários para contratação.
O sindicato ainda ressaltou que o governo não publicou chamamento público ou licitação, mas para que a sociedade paraibana não seja vítima dessa situação, os médicos então celetistas decidiram, em assembleia extraordinária, que permanecerão nos seus postos de trabalho até o dia 03 de janeiro de 2020, para que nesse prazo, o governo realize os atos administrativos necessários para a continuidade do atendimento médico no hospital.
O contrato com a organização social que administrava a unidade foi encerrado e João Azevêdo (sem partido) determinou que a unidade de saúde voltasse a ser administrada pelo Governo do Estado até que seja aprovada a criação da Fundação PB Saúde. O projeto passará pela apreciação da Assembleia Legislativa no início do próximo semestre. O anúncio do governador foi feito em uma coletiva à imprensa na última segunda-feira (23).
Segundo a Secretaria de Saúde, 550 médicos concursados e os que trabalham no regime CLT, continuam dando plantão normalmente na unidade de saúde e apenas 50 médicos que fazem parte da Neurovasc não compareceram ao plantão, e serão substituídos progressivamente.
A Secretaria ainda informou que os neurocirurgiões, cirurgiões torácicos e vasculares do complexo hospitalar reclamaram da ausência de pagamento dos salários de novembro e dezembro por parte do Instituto Acqua, responsável pela gestão pactuada da unidade até o dia 27 de dezembro.
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