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Fãs de filmes antigos procuram títulos em plataformas de streaming para rever e matar a saudade

Foto: Reprodução/Internet

FABIANA SCHIAVON, SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Tem na Netflix? Essa pergunta ficou frequente depois que as locadoras se aposentaram e ficou mais difícil encontrar filmes, principalmente os clássicos.

Cinéfilo desde criança, o arquiteto aposentado Silvio Breno de Souza Santos, 85, não perdia uma matinê. Há 20 anos, ele teve a ideia de criar o seu próprio acervo. Ele passou a gravar filmes que passavam na TV e a comprar DVDs. O resultado é uma DVDteca com um acervo de 6.000 títulos. “Tenho tudo em fichas, escritas à mão. Posso consultá-las pelo nome do filme, pelos atores e pelos diretores”, conta Santos, que nasceu em Araguari (MG), mas vive em São Paulo com a mulher, Leila.

Santos, que tem toda a coleção de Ingmar Bergman (1918-2007), diz que adora o faroeste “Shane – Os Brutos Também Amam” (1953) e sempre revê “Cidadão Kane” (1941), de Orson Welles. “É aquele tipo de filme que sempre vamos pegar algo novo”, diz o arquiteto. Ele também tem filmes mudos em seu acervo, mas só os empresta para amigos. “Anoto direitinho no caderno, até hoje sumiram uns cinco filmes.”

CLÁSSICOS NAS PLATAFORMAS DE STREAMING

A TV por assinatura e as locadoras perderam espaço para as plataformas digitais, mas os filmes antigos ficaram perdidos na transição e ainda não encontraram seu lugar. A Netflix tem alguns títulos clássicos como “Star Wars e uma Nova Esperança” (1977 e “Mary Poppins” (1974) em seu catálago. Já a Prime Video oferece, por exemplo, a trilogia de “O Poderoso Chefão” (1972-1990), “Um Estranho no Ninho” (1975) e o “O Bebê de Rosemary” (1968).

Essa demanda por títulos antigos fez com que Manoel Ramalho de Oliveira, e do filho dele, Wagner de Oliveira criassem o Oldflix. Ex-programador de um canal de TV no Rio Grande do Norte, onde vive, Manoel diz que sempre exibia filmes antigos na programação da madrugada, e viu que o interesse do público era grande. “Não queremos ser um Netflix, não temos estrutura para isso. Quero oferecer um serviço bom aos apreciadores do cinema”, explica Manoel.

Já o serviço Mubi tem na sua lista clássicos franceses como “O Pequeno Soldado” (1960) e “Uma Mulher é Uma Mulher” (1961), de Jean Luc-Godard. Um dos problemas da plataforma é que nem todo filme possui legenda, mas isso deve ser resolvido até agosto, diz a gerente de marketing do Brasil, Juliana Barbieri.

Filmes de Bruce Lee, John Wayne e da juventude de Clint Eastwood estão entre os destaques da Oldflix, que tem quase 2.000 títulos e espera chegar, em breve, a 5.000, incluindo documentários. O serviço de assinatura da plataforma custa R$ 12,90 por mês e tem 110 mil inscritos, a maioria jovens.

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