Cerca de 20 comunidades quilombolas de diferentes regiões da Paraíba participaram da 6ª edição do Festival da Cultura Quilombola, realizado na Comunidade Quilombola Cruz da Menina, no município de Dona Inês. O evento promoveu atividades voltadas à valorização das tradições culturais, ao fortalecimento do empreendedorismo e à preservação da identidade quilombola.
A programação teve início no dia 20 e foi encerrada no sábado (25), com oficinas, apresentações culturais, debates e ações voltadas ao incentivo da economia criativa e do turismo cultural.
Programação reuniu oficinas e experiências de empreendedorismo
Durante a semana, o festival ofereceu oficinas de gastronomia, cerâmica, pife e percussão, trança nagô e capoeira. As atividades buscaram promover o intercâmbio de saberes tradicionais entre mestres, artesãos, jovens e crianças das comunidades participantes.
Na programação de encerramento, o painel “Arranjos Produtivos no Quilombo” reuniu empreendedoras quilombolas para compartilhar experiências sobre geração de renda e valorização da produção local. Participaram do debate representantes de iniciativas como o Café Quilombola e da Associação das Louceiras do Quilombo do Talhado Urbano.
Mulheres quilombolas foram homenageadas
O festival também marcou a entrega da Comenda Ancestral Céu do Talhado, homenagem destinada a mulheres reconhecidas pela atuação na preservação da cultura quilombola.
Foram agraciadas Francisca Maria da Silva (Bidia), da comunidade Lagoa Rasa, em Catolé do Rocha; Leonilda Coelho Tenório dos Santos (Paquinha), da comunidade Grilo, em Riachão do Bacamarte; Maria José Rodrigues Pereira (Maria José Louceira), do Sítio Ligeiro, em Serra Branca; Rosilda de Fátima Soares da Silva, da comunidade Gurugi, no Conde; e Maria do Carmo da Silva (Maria Dudu), da comunidade Cruz da Menina, em Dona Inês. Como não pôde participar da cerimônia, a homenagem destinada a Maria Dudu foi recebida por Bianca Cristina.
Apresentações culturais encerraram o evento
A programação de encerramento contou com apresentações de grupos de tambor, rodas de capoeira, maculelê, ciranda, coco de roda, dança e desfile de moda com peças produzidas por mulheres quilombolas.
O festival foi concluído com um cortejo cultural conduzido pela Mestra das Artes da Paraíba, Mestra Edite, da Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos, até o Mirante Cruz da Menina. No local, ocorreram apresentações culturais e a inauguração do Café Quilombola.
Realizado pelo Governo da Paraíba, em parceria com instituições públicas e entidades da sociedade civil, o festival reuniu representantes de órgãos ligados à cultura, educação, patrimônio histórico, reforma agrária e desenvolvimento regional.


