Uma filhote fêmea de peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) foi resgatada na manhã da última segunda-feira (11) na Prainha, em Baía da Traição, litoral da Paraíba. O animal apresentava resquício do cordão umbilical, indicando que havia nascido há poucos dias.
O filhote foi inicialmente avistado por um morador local, que acionou imediatamente as equipes de resgate. O atendimento foi realizado em conjunto pela APA da Barra do Rio Mamanguape/ICMBio e pelo Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho (PVPBM), iniciativa da Fundação Mamíferos Aquáticos com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Antes da chegada da equipe ao local, o morador recebeu orientações remotas para manter o filhote em boas condições. No atendimento inicial, o animal foi estabilizado e apresentou sinais positivos de saúde, como reflexo de sucção, embora permanecesse agitado e precisasse de suporte contínuo.
O filhote apresentava escoriações e lacerações na região ventral e na nadadeira peitoral direita. Posteriormente, o animal foi transferido para o Centro de Reabilitação do Centro Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio), na Ilha de Itamaracá (PE), onde continuará recebendo cuidados especializados. Segundo o veterinário do PVPBM, Órion Pedro da Silva, a filhote está em estado de saúde estável, com perspectivas positivas para reabilitação e futura soltura ao ambiente natural.
Orientações em caso de encalhe
Em caso de encontro com peixe-boi-marinho, boto, baleia ou outros mamíferos marinhos encalhados, sejam vivos ou mortos, deve-se acionar imediatamente o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho/Fundação Mamíferos Aquáticos pelo telefone: (83) 99961-1352.
Algumas recomendações importantes:
- Aproximar-se devagar e falar baixo para não assustá-lo;
- Observar se o animal respira e se movimenta;
- No caso de golfinho e peixe-boi, proteger do sol com sombra ou panos claros e manter a pele úmida, sem cobrir as narinas;
- Não jogar água nas narinas, quando estiverem abertas;
- Evitar contato de curiosos e não devolver o animal ao mar;
- Não alimentar o animal;
- Em caso de risco, acionar polícia ou bombeiros pelo 190 ou 193.



