Formação reúne 500 profissionais para fortalecer ensino de leitura e escrita na educação infantil em João Pessoa

A iniciativa, coordenada pelo Departamento de Educação Infantil (DEI), tem como objetivo qualificar práticas pedagógicas voltadas à oralidade, leitura e escrita

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa promoveu, ao longo de quatro dias, o 3º encontro do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), reunindo cerca de 500 professores e supervisores da rede municipal. A formação teve como tema “As infâncias e a linguagem escrita” e foi realizada em João Pessoa.

A iniciativa, coordenada pelo Departamento de Educação Infantil (DEI), tem como objetivo qualificar práticas pedagógicas voltadas à oralidade, leitura e escrita, colocando a criança como protagonista no processo de aprendizagem.

O programa busca ressignificar o trabalho dos educadores em sala de aula, estimulando a construção de estratégias que desenvolvam o interesse das crianças pela linguagem desde os primeiros anos escolares.

A diretora do DEI, Maria Sonaly Machado de Lima, destacou o caráter transformador da formação. Segundo ela, o processo educativo deve considerar a criança em sua totalidade, valorizando experiências, relações e diferentes formas de aprendizagem.

Durante o encontro, os participantes discutiram e vivenciaram atividades voltadas a:

  • Leitura literária como experiência formativa e estética;
  • Análise de livros infantis, considerando qualidade e potencial pedagógico;
  • Práticas lúdicas, com foco no brincar como eixo da aprendizagem;
  • Desenvolvimento da escrita infantil, com análise dos diferentes níveis de aprendizagem;
  • Estratégias de intervenção pedagógica para avanço das habilidades das crianças.

Também foram explorados recursos digitais, como o Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação, ampliando as possibilidades de formação continuada dos profissionais.

A professora Maria Eunice ressaltou a importância do programa para a construção de um novo olhar sobre a educação infantil. “Ver as crianças como autoras e leitoras desde cedo é um marco significativo”, afirmou.

O encontro integra as ações da 8ª edição do Programa Prefeitas e Prefeitos Amigos da Criança (PPAC), iniciativa da Fundação Abrinq voltada ao fortalecimento de políticas públicas nas áreas de educação, saúde e proteção de crianças e adolescentes.

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