Gás de cozinha fica 7% mais caro na Paraíba nesta terça; botijão pode chegar a R$ 120

Com o repasse, o botijão de 13 quilos, atualmente vendido por muitos estabelecimentos na faixa de R$ 110 a R$ 115 à vista, poderá chegar a cerca de R$ 120.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
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O preço do gás de cozinha terá reajuste de aproximadamente 7% na Paraíba a partir desta terça-feira (15), segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás GLP da Paraíba (Sinregás-PB).

Com o repasse, o botijão de 13 quilos, atualmente vendido por muitos estabelecimentos na faixa de R$ 110 a R$ 115 à vista, poderá chegar a cerca de R$ 120.

Nas vendas a prazo, a projeção apresentada pelo sindicato é de valores em torno de R$ 125, dependendo da revenda.

Os preços, porém, não são tabelados. Cada estabelecimento poderá definir quanto do aumento será repassado ao consumidor, considerando estoque, custos e condições de mercado.

Por que o gás está aumentando?

Segundo o Sinregás-PB, a alta ocorre dentro de um reajuste anual do setor, tradicionalmente realizado em setembro.

O aumento está relacionado principalmente ao dissídio coletivo dos trabalhadores das distribuidoras, além da atualização de custos operacionais acumulados, como transporte, insumos, energia e outros componentes da cadeia de distribuição.

O sindicato cita ainda a incidência de tributos entre os fatores que compõem o preço final.

O aumento desta terça-feira não corresponde a um novo reajuste anunciado pela Petrobras.

Trata-se de uma atualização de custos nas etapas posteriores da cadeia de comercialização do GLP.

Botijão não terá preço único de R$ 120

Apesar da estimativa divulgada pelo sindicato, o consumidor poderá encontrar valores diferentes nas revendas.

O preço do gás de cozinha é livre e varia de acordo com fatores como:

  • estabelecimento;
  • bairro e município;
  • modalidade de pagamento;
  • entrega em domicílio;
  • estoque adquirido antes ou depois do reajuste;
  • custos operacionais de cada revendedor.

Por isso, o valor de R$ 120 deve ser entendido como uma projeção, e não como preço obrigatório.

Média em João Pessoa estava em R$ 106,72 antes do reajuste

Dados mais recentes da pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes ao período anterior ao novo reajuste, apontavam preço médio de R$ 106,72 para o botijão de 13 kg em João Pessoa.

Na amostra pesquisada, os valores variavam de aproximadamente R$ 92,99 a R$ 125.

A diferença mostra que os consumidores já encontravam uma variação superior a R$ 30 entre os estabelecimentos, mesmo antes do novo repasse.

Por isso, a recomendação é pesquisar preços antes da compra.

Aumento pode chegar gradualmente às revendas

O reajuste também pode não aparecer simultaneamente em todos os pontos de venda.

Revendedores que ainda tenham botijões comprados pelo preço anterior podem manter os valores por algum tempo.

À medida que novos estoques forem adquiridos com o custo atualizado, a tendência é que o aumento seja repassado ao consumidor.

Essa dinâmica já ocorreu em reajustes anteriores do setor.

Grande João Pessoa tem cerca de 500 revendas autorizadas

Segundo o Sinregás-PB, a Grande João Pessoa possui aproximadamente 500 pontos de venda autorizados de GLP.

Desse total, quase 300 ficam na Capital.

A quantidade de estabelecimentos também contribui para a diferença de preços entre bairros e revendas.

Consumidor deve comprar apenas em locais autorizados

O sindicato orienta os consumidores a adquirirem botijões somente em revendas regulamentadas e fiscalizadas pela ANP.

Além de reduzir riscos de acidentes, a compra em estabelecimento autorizado permite verificar procedência, condições do botijão e cumprimento das normas de segurança.

O consumidor deve desconfiar de botijões com lacre violado, problemas aparentes no recipiente ou vendidos em locais sem identificação adequada.

Quanto o consumidor pode pagar?

Com base na estimativa apresentada pelo setor:

Botijão P13 à vista: cerca de R$ 120
Botijão P13 a prazo: pode chegar a aproximadamente R$ 125

Os valores são projeções e podem variar de uma revenda para outra.

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