TST volta a julgar greve dos Correios nesta quinta (24); paralisação segue na Paraíba

Dissídio coletivo volta à pauta às 15h30; decisão poderá influenciar os próximos passos da paralisação iniciada em 11 de setembro.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Trabalhadores dos Correios iniciam greve por tempo indeterminado
Foto: MCom

A greve dos trabalhadores dos Correios continua na Paraíba nesta quinta-feira (24), mesmo dia em que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve retomar o julgamento do dissídio coletivo que discute a paralisação nacional.

A sessão está prevista para começar às 15h30 e poderá definir questões relacionadas à continuidade do movimento, às reivindicações dos trabalhadores e às condições de funcionamento dos serviços durante a greve.

Na Paraíba, a categoria decidiu manter a paralisação durante assembleia realizada na segunda-feira (21), em João Pessoa. O movimento começou no estado em 11 de setembro.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos na Paraíba (Sintect-PB), a decisão dos trabalhadores é manter a greve até nova deliberação.

Julgamento foi suspenso após novos documentos

O julgamento do dissídio chegou a começar no TST na segunda-feira (21), mas foi suspenso antes de uma decisão definitiva.

A interrupção ocorreu após a apresentação de novos documentos no processo. O tribunal concedeu prazo para que as entidades representantes dos trabalhadores pudessem se manifestar sobre o conteúdo antes da retomada da análise.

Com isso, o julgamento foi remarcado para esta quinta-feira.

Entre os pontos discutidos no processo está um pedido relacionado à legalidade do movimento grevista e às condições para continuidade da paralisação.

TST determinou manutenção de 80% do efetivo

Antes do julgamento do mérito, o TST já havia determinado que 80% dos trabalhadores fossem mantidos em atividade durante a greve.

A decisão considerou o caráter essencial dos serviços postais e a necessidade de preservar o funcionamento da operação durante a paralisação.

O período coincide ainda com a preparação para as Eleições 2026, o que também foi considerado pelo tribunal diante da participação dos Correios na logística relacionada ao processo eleitoral.

A determinação continua válida enquanto não houver nova decisão judicial.

Como ficam os serviços dos Correios

Os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade para tentar reduzir os efeitos da greve e manter os serviços no país.

A estatal afirma que a rede de agências permanece aberta ao público, mas a paralisação pode provocar impactos na operação e nos prazos de determinados serviços.

Na Paraíba, o sindicato informou anteriormente que a greve afeta principalmente atividades operacionais.

Quem aguarda encomendas deve acompanhar o rastreamento dos objetos pelos canais oficiais dos Correios.

O que os trabalhadores reivindicam

Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão recomposição salarial, manutenção de benefícios e questões relacionadas à assistência à saúde dos empregados.

Os trabalhadores também contestam pontos do processo de reestruturação da estatal.

A greve foi iniciada após negociações do acordo coletivo terminarem sem consenso entre representantes dos trabalhadores e os Correios.

Julgamento pode mudar rumo da greve

A decisão desta quinta-feira poderá influenciar diretamente os próximos passos da paralisação.

O tribunal poderá analisar pontos relacionados às reivindicações, às condições da greve e às obrigações das partes durante o movimento.

Mesmo após o julgamento, eventuais decisões sobre encerramento ou manutenção da paralisação na Paraíba poderão depender também de deliberação da categoria.

Até que haja nova decisão judicial, acordo entre as partes ou definição dos trabalhadores, a greve permanece em vigor no estado.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS