IPVA pode passar a ser calculado pelo peso do veículo; CCJ aprova PEC na Câmara

A proposta prevê que o tributo deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar apenas o peso do automóvel.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a forma de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A proposta prevê que o tributo deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar apenas o peso do automóvel.

Atualmente, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor venal dos veículos, utilizando como referência a Tabela Fipe, com alíquotas que variam entre 1% e 4%, conforme a legislação estadual.

O texto, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), também estabelece que o valor do imposto não poderá ultrapassar 1% do preço de venda do veículo. Além disso, a proposta autoriza os estados a concederem descontos para veículos considerados menos poluentes.

A matéria foi aprovada apenas na CCJ, que analisa a constitucionalidade das propostas. O mérito do projeto ainda será discutido por uma comissão especial, que avaliará os impactos da mudança, inclusive na arrecadação dos estados.

Durante a discussão, o relator da proposta, deputado Rodrigo de Castro (União-MG), afirmou que a análise sobre os efeitos financeiros da alteração será realizada na próxima etapa de tramitação.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) criticou o texto. Segundo ele, a mudança pode gerar distorções ao fazer com que veículos mais pesados, mesmo de menor valor, paguem mais imposto do que automóveis de luxo construídos com materiais leves.

Após a comissão especial, a PEC ainda precisará ser aprovada em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares. Em seguida, o texto seguirá para análise do Senado Federal. Somente após a aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional a proposta poderá entrar em vigor.

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