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Julgamento sobre restrição do foro privilegiado é marcado para maio

Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)

Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Reprodução/Internet

A
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia,
marcou para quarta-feira, dia 2 de maio, o julgamento da ação que
pode resultar na restrição do foro privilegiado.

O julgamento
foi iniciado em plenário, em novembro do ano passado, mas foi
interrompido por pedido de vista do ministro Dias Toffoli, que
devolveu o processo, no fim do mês passado, para inclusão na pauta.

Antes da
interrupção do julgamento, oito integrantes da Corte
manifestaram-se a favor de algum tipo de restrição na competência
da Corte Suprema para julgar crimes praticados por deputados e
senadores. No entanto, há divergências sobre a situação dos
processos que já estão em andamento.

De acordo
com a maioria formada, deputados federais e senadores somente devem
responder a processos no STF se o crime for praticado no exercício
do mandato. No caso de delitos praticados antes do exercício do
mandato, o parlamentar seria processado pela primeira instância da
Justiça, como qualquer cidadão.

O voto
condutor do julgamento foi proferido em junho do ano passado pelo
relator, ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com o ministro, os
detentores de foro privilegiado, como deputados e senadores, somente
devem responder a processos criminais no STF se os fatos imputados a
eles ocorrerem durante o mandato.

O caso
concreto que está sendo julgado envolve a restrição de foro do
atual prefeito de Cabo Frio (RJ), o ex-deputado federal Marcos da
Rocha Mendes. Ele chegou a ser empossado como suplente do deputado
cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), mas renunciou ao mandato parlamentar
para assumir o cargo no município.

O prefeito
responde a uma ação penal no Supremo por suposta compra de votos,
mas, em função da posse no Executivo municipal, o ministro Barroso
manifestou-se pelo retorno do processo à primeira instância da
Justiça Eleitoral.

Via Agência Brasil

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