Justiça decreta prisão preventiva do rapper Oruam por tráfico e resistência

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (22), a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. Ele foi indiciado por desacato, ameaça, resistência à prisão, tráfico de drogas, associação para o tráfico e danos ao patrimônio público.

Segundo a Polícia Civil, o cantor teria impedido a apreensão de um adolescente procurado por roubo e envolvimento com o tráfico, que estava em sua casa, no bairro do Joá, na zona oeste da capital. A ação resultou em confusão, com agressões e pedras arremessadas contra os agentes. Um policial ficou ferido.

O menor, conhecido como “Menor Piu”, conseguiu fugir após ser colocado na viatura. Ele é suspeito de chefiar roubos de veículos no estado e de atuar como segurança de “Doca”, chefe do tráfico no Complexo da Penha.

Após o caso, Oruam apareceu em vídeos nas redes sociais dizendo estar escondido no Complexo e desafiando a polícia.

Essa é a segunda vez que foragidos são encontrados em imóveis ligados ao artista. Em fevereiro, outro suspeito de integrar organização criminosa foi detido em uma das residências do cantor.

O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que Oruam tem ligação direta com o Comando Vermelho, mesma facção do pai dele, o traficante Marcinho VP. “Não é artista, é criminoso associado à maior facção do estado”, declarou.

A Polícia também investiga uma suposta chamada de vídeo em que Oruam aparece com líderes do tráfico, o que pode indicar conexões com mais de uma facção.

Oruam, de 24 anos, nega envolvimento com o crime e diz que vive da música. Ele soma mais de 10 milhões de ouvintes mensais nas plataformas e mantém forte presença nas redes sociais. O perfil principal do Instagram foi derrubado, mas ele segue ativo em uma conta reserva.

A defesa do rapper ainda não se pronunciou.

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