Às
vésperas da votação que pode aprovar a Reforma da Previdência, o
governo federal visa fatiar o texto inicial em vários projetos. Com
a resposta negativa dos movimentos sociais e o setor público, o
Palácio do Planalto prevê alterações para que alguns pontos
passem com menor ‘travamento’.
Simulações
realizadas pelo Ministério do Planejamento revelaram que os gastos
com benefícios da Previdência podem saltar de 55% neste ano para
82% em 2016. Provendo uma desestabilização na estrutura econômica
do país lideranças políticas garantiram que será preciso realizar
mais ajustes para manter a estabilidade.
Especialistas
apontam que um dos problemas para o déficit da previdência está
nas má distribuição de renda do país. As diferenças são
assustadoras na equiparação entre os setores. No setor executivo,
por exemplo, a média salarial é de R$ 9 mil; no legislativo, R$ 28
mil; o judiciário apresenta média de R$ 25 mil. No Ministério
Público, por exemplo, a média ultrapassa os R$ 30 mil. Já no setor
privado os números despencam. O setor apresenta uma média de R$
1.600.
A
previdência possui um desconcerto no pagamento das aposentadorias.
Para os aposentados do serviço público, são R$ 115 bilhões para 1
milhão de pessoas. No setor privado, são 500 bilhões para 33
milhões de pessoas. Na
última
quinta-feira
(9),
Henrique Meirelles disse
que
o governo não conseguirá cumprir o teto de gastos no médio prazo
se
não houver reformas. O
ministro da Fazenda solicita
o adiantamento da tramitação.

