Responsável
por uma grossa fatia do setor de serviços, os negócios envolvendo
animais de estimação agora chamaram a atenção dos fabricantes de
automóveis no Brasil: com a tendência de cada vez mais produtos
planejados para pets, elas passaram a oferecer linhas inteiras de
acessórios para animais em automóveis novos.
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Segundo
números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
só a população atual de cachorros no país é de 52 milhões. Para
a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de
Estimação (Abinpet), os fabricantes de alimentos, medicamentos e
acessórios para o mercado de animais domésticos tiveram um
faturamento de R$ 20,37 bilhões no ano passado — 6,9% a mais do que
em 2016.
Cerca
de 68,6% deste total referem-se a produtos para nutrição animal,
que em sua composição levam milho, soja, arroz, trigo e carnes de
aves, bovinos e peixes.
Agora,
depois de invadir o setor de aviação, com passagens
aéreas que podem ser compradas especialmente para
animais, a tendência de mercado chegou aos carros: um dos produtos
com que a indústria automobilística espera lucrar é as caixas de
transporte de animais. Pela lei de trânsito brasileiro, é proibido
dirigir com qualquer tipo de pet no colo e, apesar de não estar na
legislação, é arriscado deixá-los soltos no veículo.
A
novidade começou com a Chevrolet, que lançou uma linha de
acessórios para o transporte de cachorros e gatos, como cadeirinhas,
capas de proteção para bancos, guias retráteis, coleiras
conectadas ao cinto de segurança, bolsas de passeio e caixas
transportadoras. A fabricante diz que uma caixa rígida é a forma
mais segura de levar os animais no carro.
A
BMW, por sua vez, investiu em uma linha de produtos que inclui
coleira, tigela e capa de proteção para o banco que cobre o assento
traseiro e o encosto dianteiro dos bancos, formando uma espécie de
cama para o animal na parte traseira do carro. Produtos semelhantes
são encontrados para os carros da Mini, que pertence ao grupo BMW.
Para
o presidente da Abinpet, José Edson Galvão de França, a crise
econômica fez esse tipo de consumidores mudarem de comportamento.
“Os tutores de animais de estimação não deixaram de comprar, mas
estão procurando produtos mais em conta”, afirmou. Ainda assim, de
acordo com ele, há uma clientela atenta às ofertas e aos serviços
e que aumentou a demanda por uma série de serviços, como banho e
tosa, passeios feitos pelos pet walkers, adestradores e por creches
de animais. “Há uma conscientização de que é importante a
socialização dos pets não só com membros das famílias, mas com
outros animais”.
O
Brasil é o terceiro maior mercado mundial de pets, com uma
participação de 5,1%, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino
Unido. Com base em levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a Abinpet observou que o país ocupa a
terceira colocação em número de animais (132 milhões) e só perde
para a China (417 milhões) e os Estados Unidos (232 milhões).
Dados
do Instituto Pet Brasil, citados pela Abinpet, mostram que, no ano
passado, o comércio varejista do setor passou por expressiva
profissionalização, tendo alcançado um faturamento de R$ 32,92
bilhões entre serviços gerais, alimentos (Food), equipamentos e
acessórios (Care), produtos veterinários (Prod Vet), serviços
veterinários (Serv Vet) e vendas de animais de estimação.
As
maiores movimentações ocorreram no varejo especializado (pet
shops), com R$ 26,61 bilhões. Desses, R$ 1,27 bilhões são da venda
de animais de estimação, 4,77% da demanda dos pet shops. Na venda
direta de animais pelo criador ao tutor, o volume atingiu R$ 3,39
bilhões.
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