O
Ministério Público do Trabalho realizou uma audiência, nesta
segunda-feira (25), para averiguar denúncias sobre a precariedade de
abatedouros na Paraíba.
De
acordo com o Coordenador do Núcleo de Justiça da UFPB, Francisco
Garcia, o
levantamento constatou a presença de 72 abatedouros em
condições precárias, como também “trabalho infantil, trabalho
análogo ao escravo, em pleno século 21.”
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Ele
falou também sobre a forma como as carnes chegam às mesas. “Possibilitam doenças das mais variadas até porque em todos os abatedores foram
encontrados animais domésticos transitando e potenciais
portadores de doenças zoonóticas que podem contaminar a carne.”
A Procuradora
do Trabalho, Edilene Lins, declarou:
“Nós
iremos fazer visitas com todos os órgãos que estão de
qualquer forma ligados a essa temática, seja a temática da saúde
pública, do trabalho infantil, do trabalho análogo ao escravo, dos maus tratos aos animais e visitaremos esses locais.”, disse.
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Ela afirmou ainda que haverá fiscalização. “Faremos
uma força-tarefa para que juntamente com o Ministério da
Agricultura e os órgãos de fiscalização consigamos ingressar
nesses estabelecimentos. E se for o caso, fazer as devidas
interdições. E eles
só poderão voltar a funcionar quando passarem
a cumprir com as normas.”, ressaltou.

