A ministra da Mulher, Márcia Lopes, defendeu nesta quinta-feira (2), em João Pessoa, a necessidade de uma atuação integrada entre governos federal, estaduais e municipais, além dos demais poderes, para o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
A declaração foi feita durante a abertura da 100ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que reúne gestores de segurança de todo o país na capital paraibana.
Segundo a ministra, o enfrentamento à violência de gênero deve ser tratado como uma responsabilidade compartilhada entre o Executivo, Legislativo, Judiciário e os municípios brasileiros.
“O pacto nasce da compreensão de que proteger a vida das mulheres é responsabilidade compartilhada entre o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e todos os entes federativos”, afirmou.
Márcia Lopes destacou que o combate ao feminicídio passou a ocupar posição central nas políticas de segurança pública no Brasil. De acordo com ela, cerca de quatro mulheres são assassinadas por dia no país, e na maioria dos casos os crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas.
A ministra também chamou atenção para a importância da prevenção, apontando que aproximadamente 70% das vítimas de feminicídio em 2025 não haviam registrado boletim de ocorrência antes do crime, embora muitas tenham buscado algum tipo de atendimento na rede pública.
“Isso mostra que prevenir o feminicídio depende da integração entre as políticas públicas e da capacidade da Segurança Pública de identificar riscos e agir antes que seja tarde”, disse.
Durante o evento, a ministra citou iniciativas como os programas “Antes que Aconteça” e “Viver Sem Violência”, destacando que as ações contribuem para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
A 100ª edição do Consesp é presidida pelo secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, e reúne autoridades estaduais e federais para discutir estratégias de combate ao crime organizado e modernização das políticas de segurança pública.
Entre os temas da programação estão integração das forças policiais, uso de inteligência e tecnologia, financiamento da segurança, gestão penitenciária e interoperabilidade de sistemas. Também está prevista a inauguração do novo prédio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil da Paraíba.


