Ministra da Mulher defende integração entre governos e forças de segurança no combate ao feminicídio em João Pessoa

A declaração foi feita durante a abertura da 100ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que reúne gestores de segurança de todo o país na capital paraibana.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A ministra da Mulher, Márcia Lopes, defendeu nesta quinta-feira (2), em João Pessoa, a necessidade de uma atuação integrada entre governos federal, estaduais e municipais, além dos demais poderes, para o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

A declaração foi feita durante a abertura da 100ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que reúne gestores de segurança de todo o país na capital paraibana.

Segundo a ministra, o enfrentamento à violência de gênero deve ser tratado como uma responsabilidade compartilhada entre o Executivo, Legislativo, Judiciário e os municípios brasileiros.

“O pacto nasce da compreensão de que proteger a vida das mulheres é responsabilidade compartilhada entre o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e todos os entes federativos”, afirmou.

Márcia Lopes destacou que o combate ao feminicídio passou a ocupar posição central nas políticas de segurança pública no Brasil. De acordo com ela, cerca de quatro mulheres são assassinadas por dia no país, e na maioria dos casos os crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

A ministra também chamou atenção para a importância da prevenção, apontando que aproximadamente 70% das vítimas de feminicídio em 2025 não haviam registrado boletim de ocorrência antes do crime, embora muitas tenham buscado algum tipo de atendimento na rede pública.

“Isso mostra que prevenir o feminicídio depende da integração entre as políticas públicas e da capacidade da Segurança Pública de identificar riscos e agir antes que seja tarde”, disse.

Durante o evento, a ministra citou iniciativas como os programas “Antes que Aconteça” e “Viver Sem Violência”, destacando que as ações contribuem para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

A 100ª edição do Consesp é presidida pelo secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes, e reúne autoridades estaduais e federais para discutir estratégias de combate ao crime organizado e modernização das políticas de segurança pública.

Entre os temas da programação estão integração das forças policiais, uso de inteligência e tecnologia, financiamento da segurança, gestão penitenciária e interoperabilidade de sistemas. Também está prevista a inauguração do novo prédio do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil da Paraíba.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS