Modelo 3D mostra o verdadeiro formato da Terra; confira

Na prática, o modelo representa como seria a superfície dos oceanos caso estivesse sob influência apenas do campo gravitacional da Terra, sem efeitos provocados por fatores como ventos e marés.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A NASA divulgou um modelo 3D que ajuda a visualizar uma característica pouco perceptível do planeta: as diferenças no campo gravitacional da Terra. Conhecido como geoide, o modelo representa uma superfície determinada pela gravidade e pela rotação terrestre e revela que o formato do planeta é bem mais complexo do que a imagem de uma esfera perfeita.

A descrição mais aceita para o formato da Terra é a de um planeta ligeiramente achatado nos polos. No entanto, o geoide apresentado pela agência espacial mostra as variações do campo gravitacional em diferentes regiões.

Na prática, o modelo representa como seria a superfície dos oceanos caso estivesse sob influência apenas do campo gravitacional da Terra, sem efeitos provocados por fatores como ventos e marés.

Diferenças de altura são ampliadas

Para tornar as variações mais fáceis de visualizar, a NASA utilizou dados do modelo gravitacional GOCO06s e ampliou as diferenças de altura do geoide em 10 mil vezes.

Segundo a agência, um dos pontos mais elevados do modelo corresponde a uma variação de aproximadamente 85 metros nas proximidades da Islândia. Já uma das regiões mais baixas apresenta uma diferença de cerca de 106 metros abaixo da média, ao sul da Índia.

Essas diferenças não significam que existam montanhas ou crateras gigantescas na superfície terrestre. Elas representam variações no campo gravitacional do planeta, que fazem com que a superfície de referência do geoide apresente elevações e depressões.

Dados de 19 satélites

A construção do modelo foi possível graças a uma grande quantidade de dados coletados ao longo de 15 anos.

De acordo com a NASA, o geoide foi elaborado a partir de mais de 1 bilhão de observações obtidas por 19 satélites.

Essas informações permitem aos pesquisadores compreender melhor como a gravidade varia de uma região para outra e ajudam em estudos sobre a estrutura e o funcionamento do planeta.

O modelo também é utilizado como referência científica para compreender características relacionadas ao nível do mar, gravidade e medições de altitude.

Assim, embora a Terra seja frequentemente representada como uma esfera azul quase perfeita, o geoide revela uma superfície gravitacional cheia de variações — resultado da complexidade da distribuição de massa no interior e na superfície do planeta.

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