Linha com cerol Foto: Reprodução/Internet
Um
motociclista foi atingido por uma
linha de cerol enquanto
trafegava pela BR-101, no Jordão, Zona Sul do Recife, nesta
sexta-feira (10). Adalberto Fernando, de 32 anos, seguia sentido
Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, e sofreu um corte profundo no
pescoço
Logo
após o acidente, a vítima foi levada para a Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) de Lagoa Encantada, localizada no Ibura, também na
Zona Sul do Recife. Em seguida, o motociclista foi transferido para a
sala vermelha do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, Zona
Oeste da capital. O estado de saúde dele é considerado grave.
Como
evitar acidentes com cerol
O
cerol é a mistura de cola e vidro moído usada para cortar a linha
de outras pipas. A substância se torna uma arma contra o
motociclista quando a linha fica atravessada na rua. O piloto pode
esbarrar no fio cortante e sofrer graves ferimentos,principalmente,
na região do peito e pescoço. O problema é antigo. E, apesar de
proibido o seu uso, persiste.
O
médico João Veiga, coordenador do Comitê de Prevenção aos
Acidentes com Motos em Pernambuco, explica que a linha com cerol pode
atingir partes vitais como veias e artérias. “Todo esse sistema
circulatório está ligado ao cérebro por isso o acidentado –
quando não morre por hemorragia – tem muita possibilidade de ficar
com sequelas neurológicas como perda da fala ou paralisia facial”,
afirma o médico.João Veiga diz que todo motociclista deveria
lembrar que a pipa faz parte da cultura de Pernambuco e que o uso do
cerol é algo comum sobretudo nos bairros de periferia. Daí o
motociclista deveria adotar medidas para escapar do problema. Na
opinião dele, o capacete e a antena corta-pipa deveriam ser itens
obrigatórios de quem pilota. Ele lembra que existe uma versão
industrializada da linha bem perigosa. A linha chilena, que recebe
mistura de cola e pó de quartzo com óxido de alumínio, tem o mesmo
efeito do cerol.
Antena
corta-pipa
A
proteção para esse tipo de risco é barata e fácil de encontrar. A
antena corta-pipa, vendida em lojas de acessórios para motos, custa
entre R$ 5 e R$ 60, dependendo do modelo. As mais baratas são feitas
de aço e ficam fixas. Os modelos mais caros são fabricados em
alumínio e são do tipo retrátil, ou seja, podem ser embutidas
quando não estão em uso. A mais vendida custa cerca de R$ 25 é do
tipo retrátil. Trata-se de uma antena semelhante às antigas antenas
de rádio. Elas são instaladas à frente do guidão da moto e tem a
função de segurar e partir a linha de cerol que esteja atravessada
na via antes que ela atinja o pescoço do motociclista.
Com informações do Jornal do Commercio.

