Mulher denuncia falha em exame toxicológico após ficar com falha no couro cabeludo, na PB

Após a repercussão do caso, o Laboratório Roseanne Dore divulgou uma nota reconhecendo que houve uma falha durante o procedimento.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

Uma mulher denunciou um suposto erro durante a realização de um exame toxicológico em uma unidade do Laboratório Roseanne Dore, no município de Sapé, na Zona da Mata paraibana. Segundo o relato, o procedimento deixou uma falha visível no couro cabeludo, causando danos estéticos e impacto psicológico.

O caso ganhou repercussão após a cliente, Ana Karolina, publicar um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido. De acordo com ela, o exame fazia parte do processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Segundo a mulher, antes da coleta foi informada de que seriam retirados apenas cerca de três centímetros de cabelo. No entanto, durante o procedimento, a profissional teria cortado os fios muito próximos ao couro cabeludo.

“A profissional começou puxando meu cabelo pela raiz e cortando bem rente ao couro cabeludo. Estava doendo muito. Ela percebeu que eu estava sentindo dor e, mesmo assim, continuou, dizendo que era normal do procedimento”, relatou.

Ainda conforme a cliente, após a primeira coleta, a funcionária informou que a amostra não poderia ser utilizada e decidiu repetir o procedimento.

Na segunda tentativa, segundo Ana Karolina, foi deixada uma falha maior no couro cabeludo.

A mulher também afirmou que a profissional teria danificado o envelope utilizado para armazenar a amostra e informado que seria necessário realizar uma nova coleta. Ela disse que recusou repetir o procedimento e sugeriu apenas a substituição do envelope.

Ao deixar o laboratório, a cliente relatou que foi informada de que o corte seria praticamente imperceptível. No entanto, ao verificar o cabelo, percebeu a dimensão da falha.

Segundo Ana Karolina, o episódio afetou sua autoestima e seu estado emocional. Ela informou ainda que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos.

Laboratório reconhece falha

Após a repercussão do caso, o Laboratório Roseanne Dore divulgou uma nota reconhecendo que houve uma falha durante o procedimento.

Segundo a empresa, uma apuração interna confirmou o problema.

“Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história”, informou o laboratório.

A empresa também pediu desculpas à cliente e afirmou que entrou em contato para prestar esclarecimentos e oferecer suporte.

Em outro trecho da nota, o laboratório declarou que lamenta o ocorrido e reconheceu os transtornos causados.

“Entendemos o impacto que esse episódio causou à cliente e nos solidarizamos sinceramente com seus sentimentos e transtornos. Nenhum paciente deve passar por uma experiência como essa”, destacou a empresa.

O caso poderá ser analisado pelas autoridades competentes, caso a cliente decida adotar medidas judiciais.

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