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Mulher morta pelo irmão em João Pessoa é enterrada sob forte comoção

O corpo de Josicleide da Silva Barbosa, de 44 anos, foi enterrado na manhã deste sábado (27) no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa, sob forte comoção de familiares, amigos e vizinhos. A vítima foi morta a tiros e também com golpes de machadinha pelo próprio irmão, João da Silva, de 51 anos, durante um episódio de violência ocorrido na última quinta-feira (25) no bairro São José, na capital paraibana.

De acordo com a Polícia Militar, o crime aconteceu após João fazer a própria mãe refém, disparar contra um vizinho, atingido no pescoço, mas já fora de perigo e, em seguida, atacar a irmã dentro da residência da família. O agressor foi encontrado morto no local, com uma arma de fogo ao lado do corpo.

Velório e sepultamento

O velório de Josicleide foi realizado na casa da família, no bairro São José, e reuniu dezenas de pessoas da comunidade. Um ônibus e uma van foram disponibilizados para transportar vizinhos e amigos até o cemitério. O clima foi de grande comoção, e alguns parentes precisaram de atendimento médico após passarem mal durante o sepultamento.

A filha da vítima protagonizou uma cena de desespero ao se agarrar ao caixão da mãe, dizendo repetidamente: “Não deixe minha mãe ir embora”.

Plano detalhado

Investigações preliminares apontam que o crime não foi um ato isolado. Segundo relatos da família, o autor vinha planejando um massacre há mais de um ano, registrando em cartas os conflitos com parentes e detalhando como executaria cada um deles.

Em uma dessas anotações, João descrevia a intenção de matar todos os irmãos e outros parentes, poupando apenas a mãe e os animais da casa. O plano teria como inspiração um grupo terrorista.

Além do revólver calibre 38, utilizado no crime, o agressor mantinha em casa armas artesanais, uma machadinha e um porrete, que também fariam parte do ataque premeditado.

Relatos de sobreviventes

Uma sobrinha da vítima, que conseguiu escapar, relatou que o tio estava tomado pelo ódio e chegou a ameaçar outros membros da família e vizinhos por desavenças antigas.

“Era muito ódio que ele sentia da família. Ele saiu todo de preto, com colete e rosto coberto, e começou a atirar. Eu só agradeço a Deus por ter conseguido correr”, disse.

Um dos vizinhos baleados também descreveu o momento em que foi atingido:

“Ele já chegou atirando. Eu só levantei a mão e senti a bala passar. Foi um livramento. Nasci de novo.”

Investigação

Além das cartas, a polícia encontrou indícios de que João teria artefatos explosivos caseiros em seu quarto. O caso segue sob investigação, inclusive para esclarecer como ele obteve a arma de fogo.

A família informou que não pretende realizar o sepultamento do agressor, cujo corpo permanece no Instituto de Medicina Legal (IML) de João Pessoa.

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