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Mulher trans conquista direito à identidade após quase 30 anos sem documentos oficiais na Paraíba

Depois de viver quase três décadas sem qualquer documento oficial, uma mulher trans finalmente teve sua identidade reconhecida pelo Estado brasileiro. A decisão judicial, proferida nesta semana pela Vara de Feitos Especiais da Capital, garante a ela o registro civil tardio com nome e gênero retificados, permitindo que, pela primeira vez, sua existência seja formalizada de acordo com sua identidade de gênero.

A ação foi articulada pelo Núcleo Especial de Cidadania e Direitos Humanos (Necidh) da Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB), após a mulher, em situação de rua e sem qualquer documento, procurar ajuda com base em uma antiga certidão de batismo, ainda com o nome de nascimento. A Justiça determinou que fosse emitida nova certidão de nascimento, com os dados corrigidos conforme sua realidade.

Para a coordenadora do Necidh, a decisão representa mais que um documento: é um ato de reconhecimento e dignidade. “Esse é um caso emblemático. Mostra como a falta de registro civil pode comprometer toda a vida de uma pessoa. A retificação de nome e gênero é, acima de tudo, uma reparação social, que aproxima o Estado da humanidade de quem mais precisa”, explicou.

O juiz Romero Carneiro Feitosa, responsável pela sentença, destacou que o direito à identidade é constitucional e não pode ser condicionado à realização de procedimentos médicos, como a cirurgia de redesignação sexual, sobretudo diante de realidades de vulnerabilidade social extrema. “Negar essa possibilidade seria violar o princípio da dignidade humana”, afirmou.

Com a nova certidão, a mulher poderá finalmente acessar serviços básicos e essenciais, como saúde, educação, assistência social e benefícios públicos que dependem da apresentação de documentos oficiais.

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