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Mulheres nordestinas têm mais escolaridade, mas enfrentam maior jornada de atividades

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) divulgou nesta sexta-feira (07) um estudo que traça o perfil econômico e social das mulheres nordestinas. O boletim “Mulheres do Nordeste” aponta que elas possuem maior escolaridade que os homens, com média de 8,9 anos de estudo contra 8,1 anos. Também são maioria nos cursos de pós-graduação (56,98%), mas essa vantagem educacional não se reflete em igualdade no mercado de trabalho. As mulheres enfrentam jornada dupla, conciliando emprego com atividades domésticas, e ganham em média 15% a menos que os homens na região.

Apesar da maior taxa de alfabetização (92,7%) e do maior percentual de conclusão do ensino superior (14,1%), as nordestinas dedicam em média 23,5 horas semanais aos cuidados com a casa e familiares, enquanto os homens gastam 11,8 horas. A vulnerabilidade social também é um desafio, com índice de 0,313, o maior do país. Elas são responsáveis por 81,7% dos lares beneficiados pelo Bolsa Família e representam 53% do eleitorado da região. No legislativo municipal, ocupam 19,5% das cadeiras, e no executivo, 21% dos cargos.

Outro dado relevante do estudo é a desigualdade de tempo dedicado ao trabalho não remunerado. Enquanto as mulheres destinam quase um dia inteiro da semana a tarefas domésticas e cuidados com familiares, os homens dedicam menos da metade desse tempo. Essa sobrecarga limita as oportunidades de crescimento profissional feminino, impactando diretamente a remuneração e a estabilidade econômica das nordestinas.

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