Notícias falsas circulam mais rápido do que as verdadeiras, aponta estudo

As notícias falsas
também chamadas de “fake news” circulam mais rápido pela
internet que as informações verdadeiras. O estudo foi publicado
nesta quinta-feira (8) pela revista Science e acontece mais por conta
dos próprios internautas do que a programas informáticos
automáticos.

O levantamento foi
realizado sobre 126.000 informações verdadeiras e falsas entre 2006
e 2017, difundidas pelo Twitter por três milhões de pessoas mais de
4,5 milhões de vezes.

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“Para fazer de
modo eficaz a distinção entre notícias verdadeiras e falsas, a
equipe trabalhou com seis organizações independentes de verificação
de dados”, escreveu a AFP.

As informações
enganosas são em média difundidas mais rapidamente e mais
amplamente que as verdadeiras, segundo

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Em média, as
informações verdadeiras requerem seis vezes mais tempo que as
falsas para chegar a 1.500 pessoas, segundo suas análises.

A diferença é
ainda mais acentuada para notícias políticas que para as
relacionadas ao terrorismo, às catástrofes naturais, à ciência,
às lendas urbanas e aos assuntos financeiros.

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‘Bots’

Embora muitos se
preocupem com a difusão de notícias enganosas por parte de “bots”
– programas informáticos que realizam operações de internet
sozinhos – o estudo revelou que a propagação deste tipo de
informações se deve sobretudo à ação humana.

Esta propensão a
difundir informações falsas poderia se dever, segundo o estudo, ao
seu caráter de novidade e ao fato de que surpreendem mais os
leitores que as informações verdadeiras.

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As contas de Twitter
que publicam informações falsas têm em média menos seguidores,
seguem menos contas e são menos ativas que as contas dos que tuítam
informações verdadeiras.

A investigação do
procurador especial americano Robert Mueller sobre a ingerência
russa na campanha eleitoral dos Estados Unidos para as presidenciais
de 2016 fez muita referência ao uso dos “bots”.

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Segundo a
investigação, foram utilizados “bots” para favorecer o
republicano Donald Trump, que derrotou nas eleições a democrata
Hillary Clinton, e para acentuar a polarização na população
americana.

No final de
fevereiro, o Twitter publicou novas regras que buscam limitar a
influência dos “bots” no funcionamento da rede social.

Fonte: AFP

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