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Número de viagens dos paraibanos cai 6,4% entre 2023 e 2024, aponta IBGE

O número de viagens realizadas por moradores da Paraíba entre 2023 e 2024 caiu 6,4%, passando de 298 mil para 279 mil, conforme dados do módulo de Turismo da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (2). Essa queda sucede um aumento significativo de 55% registrado entre 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19 (180 mil viagens), e 2023 (298 mil viagens).

O levantamento inclui viagens nacionais e internacionais, bem como deslocamentos entre municípios do estado, considerando o período dos três meses anteriores à coleta dos dados, realizada no segundo trimestre de cada ano. A redução entre 2023 e 2024 ocorreu tanto nas viagens motivadas por trabalho, que caíram 29,4% (de 34 mil para 24 mil), quanto nas viagens pessoais, que diminuíram 3,4% (de 264 mil para 255 mil).

Devido à queda mais acentuada nas viagens profissionais, a participação desse tipo no total das viagens paraibanas recuou 2,8 pontos percentuais, de 11,4% em 2023 para 8,6% em 2024, registrando a menor proporção do país. Já a participação das viagens pessoais cresceu 2,8 pontos percentuais no mesmo período, atingindo 91,4%, o maior índice nacional e acima da média brasileira, que é de 85,5%.

Quanto à proporção de domicílios com pelo menos um morador que realizou viagem, o índice se manteve estável, passando de 14,5% (213 mil domicílios) em 2023 para 14,1% (209 mil) em 2024. Em 2020, essa proporção era de 10,5% (135 mil domicílios) e subiu para 11,7% (150 mil) em 2021. No ranking entre os estados, a Paraíba ficou com o sétimo pior desempenho em 2024, abaixo da média nacional de 19,3%.

Tratamento de saúde ou consulta médica foi o principal motivo pessoal para viagens com origem na Paraíba no ano de 2024, representando 33,7% (86 mil viagens) das 255 mil viagens realizadas no estado. O dado representa um aumento de 3,2 pontos percentuais em relação a 2023, quando esse motivo respondeu por 30,5% das viagens. A proporção estadual ficou acima da média nacional (20,1%) e próxima da média do Nordeste (33,5%).

A visita ou participação em eventos com familiares ou amigos apareceu como o segundo principal motivo, responsável por 29,8% (76 mil) das viagens pessoais em 2024. O percentual subiu em relação a 2023, quando foi de 23,8%. Apesar disso, ficou abaixo da média nacional (32,2%), mas acima da média da região Nordeste (28%).

As viagens a lazer ocuparam a terceira posição, com 28% (71 mil), uma queda de 7 pontos percentuais em comparação a 2023, quando representaram 35% (93 mil). O índice estadual está abaixo da média do país (39,8%) e próximo da média regional (29%).

Por fim, a categoria “Outros”, que inclui motivos como compras, estudo, religião, bem-estar, entre outros, representou 8,5% (22 mil viagens), apresentando redução de 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esse percentual foi superior à média nacional (7,9%), mas inferior à regional (9,4%).

O principal motivo apontado pelos entrevistados no estado para não ter viajado em 2024, foi a falta de dinheiro, com 40,6% (518 mil), contra 38,7% para 2023 (484 mil). Em 2024, não ter necessidade foi o segundo motivo mais apontado, com 26,1% (333 mil), seguido por não ter tempo, com 12,1% (155 mil) e não ter interesse, com 8,6% (110 mil).

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