“O corpo das mulheres não é público”: Lídia Moura faz alerta contra importunação sexual

A secretária destacou que esse tipo de violência não se limita a situações presenciais

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Paraíba intensifica orientação contra importunação sexual
Imagem: TH+ SBT Tambaú

O programa Com Você, da TH+ SBT Tambaú, dedicou espaço para um tema urgente: importunação sexual. Um dos destaques da edição foi a entrevista com Lídia Moura, secretária de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana da Paraíba, que reforçou: “Respeito não é escolha. É obrigação. E o não é sempre não.”

Lídia explicou que a importunação sexual é um crime previsto em lei, tipificado no artigo 215-A do Código Penal, incluído pela Lei 13.718/2018, com pena de 1 a 5 anos de prisão. “Para além de ser algo constrangedor e adoecedor para as mulheres, é crime. E não deve ser tratado como algo menor”, alertou.

A secretária destacou que esse tipo de violência não se limita a situações presenciais. Mensagens de teor sexual enviadas após um pedido para parar também configuram crime. “Se a mulher diz ‘por gentileza, pare’ e a abordagem continua, ali já é importunação. O consentimento é a linha que separa o respeito da violência”, pontuou.

Ela reforçou que a sociedade precisa abandonar a ideia de que “mulheres são corpos públicos”. Segundo Lídia, comentários, toques sem permissão e insistências mesmo após o “não” contribuem para uma cultura da violência:
“Esse crime se conecta à cultura do estupro. Muitas vezes começa por uma importunação e evolui para situações ainda mais graves. Por isso, não podemos normalizar.”

Lídia Moura orienta que toda mulher que se sentir incomodada em uma abordagem não desejada deve buscar ajuda. “Não é exagero. Se não houve consentimento, é importunação. E denunciar ajuda não só a vítima, mas evita que outras pessoas sofram”, afirmou.

A secretária reforçou os canais oficiais de denúncia:

  • 190 → Quando a violência está acontecendo na hora (Polícia Militar)
  • 197 → Denúncias e investigação, com identidade preservada
  • 180 → Central nacional de orientação e acolhimento

“Internet não é terra sem lei. Perfis falsos podem ser rastreados e a Polícia Civil da Paraíba é preparada para isso”, explicou.

Lídia reconhece que muitas mulheres ainda hesitam em denunciar por vergonha ou medo de serem desacreditadas, mas reafirma:

“O corpo das mulheres não é público. E elas têm o direito de viver sem medo. Denunciar é um ato de proteção e de coragem.”

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