Nos CAPS, os pacientes recebem tratamento com música e outras formas de arte.
Os
pacientes que são portadores de transtornos mentais ou psicológicos
em João Pessoa têm um local específico para receber tratamento, e
que não é tão conhecido do grande público
O
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) possui quatro unidades na
capital, em diferentes bairros. No Rangel, o atendimento é 24 horas
e tem especialidade em receber pacientes vítimas do álcool e das
drogas, enquanto no Roger o atendimento é específico para crianças.
Já
nas unidades do bairro dos Estados e dos Bancários, o CAPS recebe
pessoas que tenham qualquer tipo de transtorno mental, com
atendimento também sendo realizado 24 horas por dia.. Além
dessas, ainda ha o Pronto Atendimento de Saúde Mental (PASM), que
fica no Hospital Ortotrauma, em Mangabeira, o “Trauminha”.
Núbia,
por exemplo, ficou internada por muito tempo em hospitais e
manicômios por causa de um transtorno bipolar, que acabou levando a
problemas até mais graves, como depressão e dificuldades de
relacionamento. Mas desde 2008 ela passou a ser acompanhada com
frequência pelo CAPS.
“O
acompanhamento é humanizado. Você aqui recupera sua cidadania e a
sua vontade de viver”, conta
ela, que
é uma das pacientes do local, e recebe um tratamento diferente, com
música e arte inclusos.
De
acordo com a Gerente de Atenção Especializada da Secretaria de
Saúde de João Pessoa, o serviço é totalmente gratuito e conta com
uma equipe multidisciplinar.
“Tem
usuários que vão estar em oficina de música, arte ou até de
terapias manuais, que é o trabalho com pintura e crochê. Isso vai
para além dessa questão do cuidado, porque a partir do momento em
que ele está se envolvendo com uma atividade, já está cuidando de
seu problema”, explica Andressa Cavalcante.
Conheça mais abaixo:

