Foto: Reprodução/Google Street View
Uma
menina de 12 anos ficou grávida após ser estuprada no bairro de
Afogados, Zona Oeste do Recife. O principal suspeito de cometer o
crime é o padrasto dela, um pedreiro de 58 anos que mantinha um
relacionamento com a mãe da criança há cinco anos. Segundo o
conselheiro tutelar responsável pelo caso, João Luiz da Silva, os
estupros começaram há dois anos, quando a vítima tinha 10 anos de
idade, mas o caso só chegou ao órgão nesta semana, quando foi
constatado que a criança já está com seis meses de gestação.
Após
o depoimento, a criança foi levada até a Maternidade Professor
Bandeira Filho, também em Afogados, onde foi constatada a gravidez.
As duas foram para casa com vários encaminhamentos para serviços de
saúde e para o Departamento de Proteção à Criança e ao
Adolescente (DPCA), mas não foram até nenhum deles. “A irmã da
vítima que insistiu para que elas fosse, afinal, mesmo sem suspeitas
do padrasto, a criança relatou um estupro, precisava ser
denunciado”, afirmou.
Ainda
segundo o conselheiro, o homem levou mãe e filha até certo ponto do
caminho para a DPCA e depois foi embora dizendo que ia trabalhar numa
obra, como pedreiro. Mãe e filha desistiram de ir até o
departamento e o suspeito desapareceu. A partir daí, as suspeitas
começaram e a irmã da criança voltou ao Conselho Tutelar, que
quando ouviu a criança novamente, soube de toda a história
envolvendo o padrasto da vítima.
“Os
estupros começaram quando ela tinha 10 anos. Ele a ameaçava,
ameaçava a mãe dela. E quando alguém questionava se a menina
deveria ser levada ao hospital, ele dizia que era apenas um caso de
prisão de ventre”, finalizou o conselheiro. Segundo ele, o
padrasto ainda chegou a entrar em contato com a mãe e negou a
autoria dos estupros e a paternidade do bebê. Ele disse que ia
embora pois tinha medo de ser linchado no local onde vivem.
Desfecho
Nessa
quinta (19), uma queixa foi prestada na DPCA, que investiga o caso. O
suspeito fugiu. A mãe assinou um termo de advertência no Conselho
Tutelar, por toda a situação. Ela, a vítima e outros familiares
estão recebendo acompanhamento psicológico. A criança também está
sendo acompanhada por uma equipe médica e deverá ser colocada sob
proteção do órgão.
Segundo
a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil, a delegada
responsável pelo caso é a Dra. Ana Isabel, mas apenas na próxima
semana ela deve se pronunciar sobre o caso.
Com informações do Jornal do Commercio.

