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Pagamentos com QR Code exigem atenção redobrada no fim de ano; saiba como evitar golpes

O tema foi abordado na edição desta sexta-feira (26) do programa O Povo na TV, da TH+ SBT Tambaú

Pesquisadores do Centro Nacional de Ciência e Inovação em Saúde Mental (Cism), sediado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e que conta com apoio da Fapesp, desenvolveram um aplicativo para celular que tem como objetivo reduzir sintomas de depressão, ansiedade e insônia.Batizada de “Conemo” (Controle emocional), a ferramenta visa ampliar o acesso da população ao tratamento. O lançamento será nesta sexta-feira (30), às 13h, no Centro Universitário Max Planck (Unimax), na cidade de Indaiatuba (SP).Em um primeiro momento, o aplicativo será disponibilizado a pacientes atendidos por duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município: Campo Bonito e João Pioli. Futuramente, deverá ser estendido às demais UBS de Indaiatuba.Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo que embasa o aplicativo, além de melhorar o acesso ao tratamento para esses casos, espera-se que as terapias não guiadas oferecidas pelo Conemo reduzam a sobrecarga nas unidades básicas de saúde.“Os transtornos mentais comuns, como depressão, ansiedade e insônia, provocam impacto grande na saúde, economia e qualidade de vida das pessoas e das comunidades. É impossível pensar em somente uma forma de cuidar quando falamos nessas questões”, ressalta a doutora Heloísa Garcia Claro Fernandes, docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e corresponsável pelo Conemo.LEIA TAMBÉM: Estudo de SP aponta relação entre aumento do cérebro e gravidade dos sintomas do autismoNa avaliação de Fernandes, além do cuidado tradicional, do consultório, também são necessárias iniciativas que cheguem rapidamente às pessoas que estão em sofrimento na comunidade.“A tecnologia alcança a muitos e nos ajuda a atingir de 70% a 80% das pessoas que estão nas comunidades em sofrimento e não chegam aos serviços de saúde para cuidar das questões de saúde mental”, afirma.Como acessar o aplicativo Os interessados, que sejam da área de abrangência das duas UBS, devem se dirigir à unidade para escanear o QRCode do Conemo. Em seguida, deverão preencher um formulário on-line e questionários que verificam se a pessoa está dentro dos parâmetros exigidos. Em caso positivo, imediatamente será disponibilizado um botão para baixar o app.Pacientes das unidades básicas de saúde também poderão ser indicados pelos profissionais para o uso da ferramenta. São pré-requisitos para o acesso: ter 18 anos ou mais; sintomas significativos de ansiedade, insônia ou depressão; não apresentar risco de suicídio moderadamente alto ou alto; e estar apto a ler as instruções do aplicativo por um smartphone ou tablet.O aplicativo se baseia na ativação comportamental para pessoas acometidas por ansiedade, depressão e insônia a fim de auxiliá-las a diminuir esses sintomas. A ferramenta entrega uma intervenção de psicoterapia cognitivo-comportamental, com jornadas de sessões e vídeos voltados ao tratamento de cada um desses sintomas, e sugere atividades, dicas e estratégias que visam melhorar a saúde dos usuários.LEIA TAMBÉM: Estudo da USP revela como estresse ativa produção de glicose no fígado via sistema nervosoO Conemo faz parte de um projeto conduzido por psicólogos, médicos, enfermeiros e pesquisadores com experiência em estudos semelhantes. A equipe abordará os contextos de saúde e sociodemográfico dos pacientes e fará análises estatísticas, a partir de questionários, para avaliar a eficácia do tratamento, com foco na redução dos sintomas.O grupo também coletará dados qualitativos, por meio de entrevistas, para compreender as barreiras e os facilitadores da intervenção. Depois de três meses, os usuários do app responderão novamente os questionários para que os pesquisadores analisem e identifiquem as evoluções depois do uso do aplicativo.Equipes de saúde e psicólogos da própria rede de saúde também estão sendo treinados para incorporar o uso do app em sua prática de rotina | Foto: Divulgação

O aumento das compras e serviços durante o período festivo de fim de ano vem acompanhado da necessidade de reforçar a atenção ao realizar pagamentos digitais. O uso de QR Codes se tornou comum em lojas, restaurantes, estacionamentos e até contas de consumo, pela praticidade e rapidez. No entanto, também abre espaço para golpes e ações criminosas cada vez mais sofisticadas. O tema foi abordado na edição desta sexta-feira (26) do programa O Povo na TV, da TH+ SBT Tambaú.

Apesar da popularização da tecnologia, muitos consumidores ainda realizam transações sem conferir informações básicas, o que pode resultar em fraudes, clonagem de dados e movimentações bancárias não autorizadas. Códigos falsificados podem direcionar o usuário para sites maliciosos e comprometer a segurança financeira.


Praticidade, mas com risco

Para comerciantes e consumidores, o QR Code facilita a rotina e agiliza o atendimento. Empreendedores entrevistados afirmaram que o método reduz falhas comuns em maquininhas e acelera o processo de recebimento. Segundo eles, a tecnologia permite pagamentos rápidos e, em muitos casos, sem que o cliente precise entrar no estabelecimento.

Por outro lado, especialistas alertam que a praticidade não dispensa verificação cuidadosa antes de concluir qualquer transferência. A orientação principal é confirmar se os dados do destinatário exibidos na tela — como nome, CPF ou CNPJ, banco e agência — correspondem à pessoa ou empresa que deve receber o valor.


Como identificar QR Codes seguros

Antes de aproximar a câmera do celular, alguns cuidados devem ser considerados:

  • Verifique o ambiente e desconfie de códigos soltos ou colados sobre outros;
  • Cheque os dados na tela do aplicativo antes de confirmar o pagamento;
  • Evite acessar links desconhecidos que prometem vantagens ou descontos;
  • Confirme diretamente com o estabelecimento caso haja qualquer dúvida;
  • Prefira QR Codes oficiais, emitidos pelo banco ou visualizados em canais confiáveis.

O que fazer em caso de golpe

Se houver suspeita de fraude ou pagamento indevido, a recomendação é agir rapidamente:

  1. Contactar o destinatário para confirmar o recebimento;
  2. Acionar o banco e solicitar o mecanismo de devolução — disponível especialmente para transações via Pix;
  3. Registrar boletim de ocorrência para apoiar a investigação policial e reforçar o pedido de bloqueio da transferência.

A orientação é válida tanto para quem realiza quanto para quem recebe pagamentos. Manter a atenção evita prejuízos e reduz riscos de cair em golpes digitais.


Com a intensificação das compras e viagens nos próximos dias, especialistas reforçam que atenção e cautela são fundamentais para aproveitar o período com segurança. A lembrança é simples: facilidade não significa ausência de cuidado. Em caso de dúvida, vale sempre verificar duas vezes antes de confirmar o pagamento.

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