O aumento das compras e serviços durante o período festivo de fim de ano vem acompanhado da necessidade de reforçar a atenção ao realizar pagamentos digitais. O uso de QR Codes se tornou comum em lojas, restaurantes, estacionamentos e até contas de consumo, pela praticidade e rapidez. No entanto, também abre espaço para golpes e ações criminosas cada vez mais sofisticadas. O tema foi abordado na edição desta sexta-feira (26) do programa O Povo na TV, da TH+ SBT Tambaú.
Apesar da popularização da tecnologia, muitos consumidores ainda realizam transações sem conferir informações básicas, o que pode resultar em fraudes, clonagem de dados e movimentações bancárias não autorizadas. Códigos falsificados podem direcionar o usuário para sites maliciosos e comprometer a segurança financeira.
Praticidade, mas com risco
Para comerciantes e consumidores, o QR Code facilita a rotina e agiliza o atendimento. Empreendedores entrevistados afirmaram que o método reduz falhas comuns em maquininhas e acelera o processo de recebimento. Segundo eles, a tecnologia permite pagamentos rápidos e, em muitos casos, sem que o cliente precise entrar no estabelecimento.
Por outro lado, especialistas alertam que a praticidade não dispensa verificação cuidadosa antes de concluir qualquer transferência. A orientação principal é confirmar se os dados do destinatário exibidos na tela — como nome, CPF ou CNPJ, banco e agência — correspondem à pessoa ou empresa que deve receber o valor.
Como identificar QR Codes seguros
Antes de aproximar a câmera do celular, alguns cuidados devem ser considerados:
- Verifique o ambiente e desconfie de códigos soltos ou colados sobre outros;
- Cheque os dados na tela do aplicativo antes de confirmar o pagamento;
- Evite acessar links desconhecidos que prometem vantagens ou descontos;
- Confirme diretamente com o estabelecimento caso haja qualquer dúvida;
- Prefira QR Codes oficiais, emitidos pelo banco ou visualizados em canais confiáveis.
O que fazer em caso de golpe
Se houver suspeita de fraude ou pagamento indevido, a recomendação é agir rapidamente:
- Contactar o destinatário para confirmar o recebimento;
- Acionar o banco e solicitar o mecanismo de devolução — disponível especialmente para transações via Pix;
- Registrar boletim de ocorrência para apoiar a investigação policial e reforçar o pedido de bloqueio da transferência.
A orientação é válida tanto para quem realiza quanto para quem recebe pagamentos. Manter a atenção evita prejuízos e reduz riscos de cair em golpes digitais.
Com a intensificação das compras e viagens nos próximos dias, especialistas reforçam que atenção e cautela são fundamentais para aproveitar o período com segurança. A lembrança é simples: facilidade não significa ausência de cuidado. Em caso de dúvida, vale sempre verificar duas vezes antes de confirmar o pagamento.



