Paraíba consolida liderança em transplantes e resultados reforçam políticas públicas de saúde

Os dados, apresentados durante o II Congresso Nordeste de Transplantes, reforçam o impacto das políticas públicas estruturadas na área da saúde no estado.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Santa Casa de Araçatuba
Santa Casa de Araçatuba

A Paraíba tem se consolidado como referência no Nordeste em doação e transplantes de órgãos e tecidos, com mais de 2,3 mil procedimentos realizados nos últimos anos. Os dados, apresentados durante o II Congresso Nordeste de Transplantes, reforçam o impacto das políticas públicas estruturadas na área da saúde no estado.

De acordo com a Central Estadual de Transplantes, foram contabilizados 692 órgãos captados e 2.353 transplantes realizados ao longo dos últimos sete anos, resultado de investimentos contínuos em capacitação de equipes, ampliação da rede hospitalar e incentivo à cultura da doação.

Reconhecimento e integração regional

O desempenho da Paraíba foi destacado durante o congresso, realizado em João Pessoa entre os dias 25 e 28 de março. O evento reuniu especialistas e profissionais da área, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento das estratégias de transplantes no Nordeste.

A diretora da Central Estadual de Transplantes, Rafaela Dias, ressaltou que os avanços são fruto de um esforço conjunto entre gestão pública, profissionais de saúde e famílias doadoras, elemento essencial para o sucesso das ações.

Crescimento ao longo dos anos

A evolução dos indicadores teve um salto significativo a partir de 2019, quando o número de doadores efetivos passou de sete, em 2018, para 22 no ano seguinte. No mesmo período, o estado retomou a realização de transplantes cardíacos, após cerca de uma década.

Mesmo durante a pandemia de Covid-19, em 2020, a Paraíba manteve os procedimentos e recebeu reconhecimento do Ministério da Saúde pelo desempenho na área.

Nos anos seguintes, o crescimento se manteve:

  • 2022: 310 transplantes realizados e redução da fila de espera
  • 2024: recorde de 50 doações de múltiplos órgãos e 266 transplantes
  • 2025: 46 doações e 232 transplantes realizados

Entre os avanços recentes, destacam-se a realização do primeiro transplante cardíaco pediátrico pelo SUS no estado, a primeira doação de múltiplos órgãos no Sertão, em Patos, e o marco de zerar a fila de espera para transplante cardíaco.

Impacto das políticas públicas

A realização do congresso na Paraíba e os resultados apresentados evidenciam o impacto direto das políticas públicas de saúde, que têm ampliado o acesso aos procedimentos e contribuído para a redução das filas de espera.

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