A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que a Paraíba está entre os estados com maiores falhas no atendimento presencial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A auditoria, realizada em todo o país, identificou lentidão nos agendamentos de perícias médicas e avaliações sociais, instabilidade nos sistemas e deficiências na estrutura física das agências.
No relatório, a equipe de fiscalização destacou que o tempo médio entre o agendamento e a realização das perícias foi considerado inadequado em 24 das 27 unidades da Federação. Entre os estados mais citados pela auditoria está a Paraíba, com três a sete menções relacionadas à demora no atendimento, junto com Goiás, Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O estudo também apontou que, em 2024, o tempo médio para avaliações sociais foi de 76 dias. Além disso, a CGU ressaltou que a alta demanda por serviços simples, como emissão de extratos e orientações, sobrecarrega as agências e prejudica a capacidade operacional.
Para corrigir as falhas, a CGU determinou que o INSS implemente melhorias até 31 de março, incluindo atualização dos sistemas digitais, reestruturação física das unidades e aprimoramento da comunicação com entidades parceiras. Ao todo, foram apresentadas 15 recomendações. Entre elas, estão a revisão do tempo estimado para atendimentos presenciais, a possibilidade de realizar mais de um serviço por visita e a definição de critérios para priorizar determinados grupos de usuários.
O levantamento realizado pela CGU envolveu entrevistas com 699 usuários, 123 atendentes, 130 responsáveis por unidades, 35 assistentes sociais e 56 médicos peritos, realizadas em 74 agências do INSS e 59 entidades prestadoras de serviços, distribuídas em 103 municípios de 26 estados e do Distrito Federal.



