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Paraíba registra sétima doação de múltiplos órgãos do ano nesta terça-feira (7), em Patos

O procedimento foi realizado no Hospital Deputado Jandhuy Carneiro, no município de Patos, no Sertão do estado.

Divulgação

A Central Estadual de Transplantes da Paraíba registrou, na manhã desta terça-feira (7), a sétima doação de múltiplos órgãos de 2026. O procedimento foi realizado no Hospital Deputado Jandhuy Carneiro, no município de Patos, no Sertão do estado.

Foram doados o fígado, os rins e as córneas de uma paciente de 28 anos, vítima de edema cerebral após um acidente de motocicleta. A jovem estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o último dia 2 de abril, quando o quadro evoluiu para morte encefálica, confirmada após protocolo médico rigoroso.

Com a confirmação da irreversibilidade do quadro, a família autorizou a doação de órgãos, respeitando um desejo manifestado pela paciente ainda em vida. “É muito difícil, mas conforta saber que ela continuará ajudando outras pessoas através deste gesto”, relatou a mãe da jovem.

Doação transforma perda em esperança

De acordo com a diretora da Central de Transplantes, Rafaela Dias, o gesto reforça a importância da conscientização sobre a doação de órgãos. “Cada doação é uma oportunidade de salvar e transformar vidas. Mesmo em um momento de dor profunda, essa família teve a grandeza de respeitar o desejo da paciente”, destacou.

Esta foi a segunda doação registrada em 2026 no hospital de Patos.

Atualmente, 846 pessoas aguardam por transplantes na Paraíba, sendo 638 para córneas, 176 para rim, 30 para fígado e duas para coração, segundo dados da Central.

História marcada por solidariedade

Natural de Desterro, a jovem deixa três filhos e uma trajetória marcada pela superação e pelo desejo de cuidar do próximo. Criada na zona rural, trabalhou como agricultora antes de iniciar o curso de técnica de enfermagem, com formatura prevista para junho deste ano.

Durante a formação, aprofundou conhecimentos sobre a doação de órgãos e compartilhou com a família o desejo de se tornar doadora. A decisão foi respeitada após sua morte, transformando a perda em um gesto de solidariedade.

Com a autorização familiar, os órgãos foram destinados a pacientes que aguardavam transplante nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, contribuindo para oferecer uma nova chance de vida a outras pessoas.

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