O aplicativo Pardal recebeu 57 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais na Paraíba desde o início da campanha para as Eleições 2026, em 16 de agosto. Os registros, contabilizados até esta terça-feira (25), estão distribuídos por 17 municípios e podem ser consultados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Campina Grande concentra o maior número de denúncias, com 18 registros, seguida por João Pessoa, com 17. Santa Rita aparece na terceira posição, com quatro ocorrências.
Além das três cidades com maior número de registros, o levantamento aponta denúncias em outros 14 municípios paraibanos:
- Campina Grande: 18
- João Pessoa: 17
- Santa Rita: 4
- Ingá: 2
- Patos: 2
- São Bento: 2
- Serra Branca: 2
- Alhandra: 1
- Arara: 1
- Bananeiras: 1
- Cabedelo: 1
- Conde: 1
- Mamanguape: 1
- Monteiro: 1
- Paulista: 1
- Puxinanã: 1
- São José do Brejo do Cruz: 1
Os números representam denúncias registradas no aplicativo e não significam, por si só, que as irregularidades tenham sido confirmadas pela Justiça Eleitoral.
Entre os cargos citados nas denúncias, deputado estadual aparece com 18 registros, segundo os dados disponíveis no Pardal.
A principal irregularidade apontada pelos usuários está relacionada ao uso de carro de som, minitrio ou trio elétrico durante a campanha.
As denúncias passam por análise da Justiça Eleitoral, que pode adotar as medidas cabíveis conforme o conteúdo e as evidências apresentadas.
O eleitor pode utilizar o Pardal Móvel, aplicativo gratuito disponível para smartphones e tablets.
Para registrar uma ocorrência, é necessário se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. A identidade do denunciante é mantida sob sigilo.
O cidadão pode relatar o que aconteceu e anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos que possam ajudar na apuração.
O aplicativo permite denunciar possíveis irregularidades eleitorais, como propaganda irregular, compra de votos e abuso de poder econômico.
O Pardal foi criado pela Justiça Eleitoral em 2014 para ampliar a participação dos eleitores na fiscalização das campanhas.
Os registros feitos pelo aplicativo são encaminhados para análise dos órgãos competentes, que avaliam cada caso antes da adoção de eventuais medidas.


