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Pensionistas e aposentados representam 14,2% da população

No
momento em que a reforma da Previdência é um dos maiores debates do
governo e do Congresso, que planeja aprovar o texto na Câmara ainda
neste ano, no dia 18 de dezembro, um estudo inédito do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a participação de
aposentados e pensionistas na população total cresceu 72,1% em 23
anos.

De acordo com dados da Pesquisa por Amostragem de Domicílios
(Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
de 1992 a 2015, a fatia de inativos passou de 8,2% para 14,2%.

O
estudo divulgado nesta segunda-feira (11) mostra
que em 1992 havia um beneficiário para cada 12 brasileiros. Já em
2015, essa proporção passou para um aposentado ou pensionista para
cada sete brasileiros. De acordo com os dados, os idosos com mais de
80 anos passaram de 10,5% para 13%, entre 1992 e 2015. No período,
no caso da idade média dos aposentados, o salto foi de 65,6 anos
para 67,9 anos.

Na
comparação entre estados, o Rio Grande do Sul foi a região onde
houve um maior aumento na parcela de aposentados e pensionista na
população. Saltou de 10,3% em 1992, para 20,4 em 2015. Santa
Catarina aparece em segundo com salto de 8% para 18,4% e Rio de
Janeiro em terceiro lugar, passando de 11,6% para 16,1% no mesmo
período.

O
estudo mostra ainda que 79% da renda das aposentadorias precoces são
apropriadas pelos 30% mais ricos da população brasileira. O
percentual cai para 63,2% quando se considera os aposentados acima
dos 70 anos. As aposentadorias precoces, atualmente, são concedidas
para mulheres entre 46 anos e 54 anos e homens entre os 51 e 59 anos.

Pelas
regras atuais, não há idade mínima para aposentadoria no regime
geral (INSS). Para conseguir o benefício é preciso ter 35 anos de
contribuição no caso de homens e 30 anos no caso de mulheres. Neste
caso, os trabalhadores que ingressaram no mercado de trabalho mais
cedo acabam sendo privilegiados. Para grande parte dos trabalhadores,
a aposentadoria costuma ocorrer por idade; homens aos 65 anos e
mulheres aos 60, com o benefício de um salário mínimo.

Os
servidores públicos, alvo de ataque do governo para convencer
parlamentares e a sociedade sobre a importância de aprovar o texto,
dispõe de uma idade mínima menor que a dos trabalhadores da
iniciativa privada: 60 anos para homem e 55 anos para mulheres.Neste
ponto, o governo pretende aumentar para 25 anos o tempo mínimo de
contribuição no caso de servidores públicos. Trabalhadores da
iniciativa privada permaneceriam com 15 anos mínimos de
contribuição.

Com informações de Uol.

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