RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

PL Antifacção deve ser votado nesta terça-feira (18) na Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou para esta terça-feira (18) a votação do substitutivo ao projeto de lei Antifacção, que estabelece um novo marco legal para o combate ao crime organizado.

“O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas, também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas. Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer”, escreveu Motta em uma rede social nesta segunda-feira (17).  

O PL Antifacção é o único item na pauta desta terça-feira (18). Na semana passada, Hugo Motta já havia antecipado que a proposta seria analisada nesta data.

Há a expectativa de que o relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), apresente um novo texto antes da sessão, marcando a quinta versão do substitutivo em pouco mais de uma semana.

O governo federal afirma que o substitutivo do relator Guilherme Derrite desfigurou a proposta original enviada pelo Executivo para combater organizações criminosas e que o parecer poderá gerar um “caos jurídico” que favoreceria os criminosos.

O secretário nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marivaldo Pereira, acredita que o texto vai atrasar as investigações e ações penais em andamento.

“Se a proposta for aprovada do jeito que está, vamos assistir a um verdadeiro caos jurídico, porque há uma série de normas conflitantes que vão abrir uma oportunidade para que os investigados comecem a questionar qual é a norma efetivamente aplicada”, argumentou.

O governo ainda reclama da decisão do relator de retirar recursos federais que financiam a Polícia Federal (PF).

“Mandamos uma proposta com o objetivo de descapitalizar o crime. O relator apresentou uma proposta que descapitaliza os fundos de segurança do governo federal. A proposta do jeito que está descapitaliza os fundos do governo federal e vai prejudicar diretamente as operações da PF”, completou Marivaldo.

O relator já apresentou quatro versões do PL Antifacção para responder a críticas do governo e de especialistas. Entre as alterações, retirou a exigência de que a PF só atuasse contra facções mediante pedido formal de governadores, medida vista como uma restrição às atribuições da corporação, algo que ele nega ter pretendido. Derrite também suprimiu a inclusão das facções na Lei Antiterrorismo, o que poderia, segundo o governo e especialistas, ser usado por nações estrangeiras para intervirem em assuntos internos do Brasil. 

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS