José Pereira toma posse como prefeito interino de Cabedelo na manhã desta quarta-feira (15)

Com a posse no Executivo, a presidência da Câmara passa a ser ocupada pelo vereador Wagner do Solanense (PL).

A Câmara Municipal de Cabedelo realiza, às 10h desta quarta-feira (15 de abril), a posse de José Pereira (Avante) como prefeito interino do município. A cerimônia ocorrerá em sessão extraordinária no plenário da Casa Legislativa.

Atual presidente da Câmara, José Francisco Pereira assume o comando da Prefeitura após o afastamento do prefeito Edvaldo Neto (Avante), determinado pela Justiça da Paraíba no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal.

O afastamento de Edvaldo Neto ocorreu nesta terça-feira (14), durante a operação “Cítricus”, que apura a existência de um suposto esquema envolvendo agentes públicos, empresários e integrantes de organização criminosa.

De acordo com as investigações, o grupo teria atuado na manutenção de contratos milionários e na distribuição de vantagens ilícitas, com valores que podem chegar a R$ 270 milhões.

Além do afastamento do prefeito, a Justiça determinou o cumprimento de mandados e outras medidas cautelares, com o objetivo de preservar as investigações e evitar a continuidade das condutas apuradas. A ação é realizada em conjunto pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e pela Controladoria-Geral da União.

Os investigados poderão responder por crimes como:

  • Frustração do caráter competitivo de licitação
  • Desvio de recursos públicos
  • Lavagem de dinheiro
  • Financiamento de organização criminosa

A investigação segue em andamento.

José Pereira, de 68 anos, é gestor financeiro e possui trajetória política no Legislativo municipal. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, foi eleito vereador em 2012, 2020 e 2024, além de ter sido suplente em 2016.

Com a posse no Executivo, a presidência da Câmara passa a ser ocupada pelo vereador Wagner do Solanense (PL).

Em nota, a defesa de Edvaldo Neto afirmou que o gestor “jamais manteve qualquer vínculo com facção criminosa”, classificando as acusações como inverídicas. A defesa declarou ainda confiança no esclarecimento dos fatos ao longo das investigações.

Também foi informado que, na segunda-feira (13), o prefeito afastado encaminhou à Câmara um projeto de lei de caráter “antifacção”, com o objetivo de proibir a contratação, pela administração pública, de pessoas investigadas por envolvimento com organizações criminosas.

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