Paulo Queiroz, presidente da Associação de Motoristas de Transportes Privados da Paraíba.
O presidente da Associação dos Motoristas de Transportes Privados da Paraíba,
Paulo Queiroz, comentou sobre o Projeto de Lei (PLC) que regulamenta
aplicativos de transporte, como Uber e Cabify, e que foi votado pelo
Senado esta semana.
Os senadores
aprovaram a proposta de regularização, mas alteraram o texto-base,
removendo algumas regras que haviam sido incluídas no projeto, como
as obrigatoriedades de placa vermelha e de o motorista ser o dono do
carro, a regra de não poder circular em outras cidades e de precisar de
autorização da prefeitura. “Ao município cabe fiscalizar, não
regulamentar e nem permitir ou não permitir”, argumentou Eduardo
Lopes, relator da proposta.
Paulo Queiroz foi
entrevistado pelo programa Tambaú Debate, da TV Tambaú, na tarde
desta quarta-feira (01). Para ele, os táxis nunca vão deixar de
existir. “Existem situações em que as pessoas continuam e vão
continuar a pegar táxi, então essa categoria não vai ser
descartada”, disse.
Ele também comentou
sobre como os políticos da Paraíba estão se posicionando a
respeito dos transportes privados. “Eu acho que como tudo que é
feito em política, se olha muito a questão do voto, da movimentação
que existe nisso. Se fez um comparativo e usou-se do bom senso
político nessas horas, que você tinha de um lado uma categoria
forte, tradicional, articulada e super bem organizada, que é a dos
taxistas”.
“O político olha
para o lado dessa categoria e olha para o lado de outra categoria
que é muito maior, que também está começando a se organizar. Mas
acima de tudo, eles olharam para os 17 milhões de usuários, que
afinal não é um número baixo”, completou Paulo Queiroz. O número
de motoristas de transportes privados por aplicativo também é bem
considerável. Segundo o presidente, são 500 mil motoristas de Uber
e 200 mil de Cabify no Brasil.

