Suicídio pode ser uma faceta do feminicídio, opina vereadora na CMJP

A
vereadora Sandra Marrocos (PSB) alertou para a ideia de que o
suicídio de mulheres pode ser uma das facetas do feminicídio
mascarada na sociedade. A parlamentar lembrou, durante sessão
ordinária nesta manhã de quarta-feira (14), na Câmara Municipal de
João Pessoa (CMJP), do caso da arquiteta e advogada Ana Helena Costa
Lima, ocorrido na segunda-feira (12).

“Com
35 anos, Ana Helena Costa era mãe de dois filhos, um de 7 e outro de
10 anos. Imagino o grau de vulnerabilidade em que Ana estava para
chegar a tal situação. Quero mandar o meu amor e carinho, e o de
todo o movimento de mulher organizado na Paraíba para os familiares
de Ana Helena e em especial para sua mãe. Ela é vítima sim. A
maioria dos casos de mulheres que cometem suicídio no país está
relacionada à violência doméstica e sexual, as estatísticas já
comprovam”, lembrou Sandra Marrocos.

Segundo
a vereadora, é preciso falar abertamente de suicídio sim, mas numa
perspectiva de prevenção. “Não é fácil para a mulher, apesar
de todas as ferramentas que temos para tomar a iniciativa, ter
garantidas voz e vez. As questões que permeiam o feminicídio
perpassam pela violência que não necessariamente a física, pois
têm suas correlações com a violência intrafamiliar, econômica,
na cultura masculina de que não se pode dividir o trabalho
doméstico, no assédio sexual, além de diversas outras formas de
violência pelas quais passamos todos os dias”, evidenciou.

Em
aparte, o vereador Marcos Henriques (PT) cobrou uma abordagem mais
responsável dos veículos de comunicação, que, segundo o
parlamentar, “deveriam fazer o contraponto”, não contribuindo
para a elevação das taxas de suicídio.

Haryson
Alves

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