TSE esclarece boato sobre chips de Taiwan nas urnas eletrônicas

Primeiro conteúdo de série do TSE explica a origem dos componentes eletrônicos e esclarece como eles são utilizados nas urnas eletrônicas

ABRH -PB
ABRH -PB
A Associação Brasileira de Recursos Humanos da Paraíba (ABRH-PB) foi fundada em 8 de março de 1978 e é afiliada à ABRH-Brasil, que reúne 21 seccionais nas mais importantes regiões do país. Desvinculadas juridicamente e independentes, as seccionais são integradas na missão de promover o desenvolvimento e disseminação de conhecimento nas organizações, através dos seus profissionais de RH e gestores de pessoas por meio de eventos, pesquisas, networking e troca de experiências de boas práticas, contribuindo para uma melhoria socioeconômica em nosso Estado.
Foto: TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou a publicação da série “Fato ou Boato – Viralizou: saiba o que é verdadeiro sobre a urna eletrônica”, que reúne 11 conteúdos voltados ao esclarecimento de informações falsas relacionadas às eleições e ao sistema eletrônico de votação. As publicações serão divulgadas no Portal do TSE até o dia 6 de setembro, sempre às segundas e quintas-feiras.

A iniciativa integra a programação da primeira edição da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada até 9 de agosto. Segundo o tribunal, a ação busca ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, além de apresentar informações sobre os mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade utilizados no processo eleitoral.

Primeiro conteúdo aborda boato sobre chips das urnas

A primeira publicação da série trata de uma informação falsa que circulou nas redes sociais, segundo a qual os ex-presidentes do TSE, ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, teriam determinado a fabricação de mais de 250 mil chips em Taiwan para fraudar eleições.

De acordo com o tribunal, a alegação é falsa e surgiu a partir da interpretação equivocada de uma reportagem sobre a crise global de semicondutores durante a pandemia de covid-19, período em que houve impacto na produção de equipamentos eletrônicos em diversos países, incluindo as urnas eletrônicas brasileiras.

Naquele período, a empresa Positivo Tecnologia, que venceu a licitação, fabricava as urnas do modelo UE2020. Diante da escassez de componentes, o TSE adotou medidas para garantir a continuidade da produção. 

A urna eletrônica nacional é um projeto específico, desenvolvido com arquitetura de segurança única. Ela utiliza componentes e semicondutores de mercado, fornecidos “limpos” de fábrica. 

Nos modelos UE2020 e UE2022, são utilizados quatro chips fabricados por empresas de Taiwan:

  • Chip da Realtek: fabrica o chip utilizado na urna com a função de gerar o áudio que sai da placa-mãe para o fone de ouvido que é utilizado por pessoas com deficiência visual na hora da votação;   
  • Chips da Nuvoton: fabricam três chips que contribuem para o controle de partes da urna, como o terminal do mesário, a fonte de alimentação e o teclado do equipamento.  

Ainda conforme o TSE, os componentes chegam ao Brasil sem informações gravadas. Os dados de criptografia e os demais conteúdos utilizados no sistema são inseridos exclusivamente em território nacional, na presença de servidores da Justiça Eleitoral, conforme previsto no contrato de fabricação.

O tribunal também informou que a lista dos componentes e o esquema elétrico das urnas ficam disponíveis para análise durante o Teste Público de Segurança (TPS), procedimento realizado periodicamente para verificar a segurança do sistema eletrônico de votação.

Fato ou Boato

Desde 2020, o TSE mantém a página “Fato ou Boato”, destinada à verificação e ao esclarecimento de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. A iniciativa faz parte do Programa de Enfrentamento à Desinformação, que reúne mais de 70 instituições com o objetivo de combater conteúdos enganosos sobre a democracia e as eleições.

Leia também:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS