O presidente Michel Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral
da República (PGR) pelos crimes de organização criminosa e
obstrução de Justiça. Moreira Franco e Padilha, por organização
criminosa.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, os membros do PMDB ao qual eles pertencem atuou em estatais e em ministérios para obter propina. A procuradoria afirma, ainda, que Temer é o chefe da organização criminosa.
Para a defesa de Temer nega toda essa situação e relata que essa
denúncia é “libelo contra a democracia”.
Relatório:
O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), relator escolhido para
elaborar o parecer sobre a denúncia apresentada pela
Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel
Temer e dois ministros de seu governo, disse hoje (29) que, em caso
de dúvidas sobre o processo, usará o princípio da presunção de
inocência e votará a favor dos acusados.
Caberá à Andrada o papel de emitir um parecer favorável ou não
à autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue
as acusações de obstrução da justiça e organização criminosa
contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira
Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Seu relatório deverá ser
votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da
Câmara e, se for aprovado, precisa ser analisado também pelos 513
deputados no Plenário da Casa.
Na tramitação da primeira denúncia, o deputado Sérgio Zveiter
(PODE-RJ), responsável pela relatoria do processo anterior, emitiu
parecer favorável ao prosseguimento da acusação por corrupção
passiva contra o presidente Temer. À época integrante do PMDB, ele
justificou que havia muitas lacunas que deveriam ser respondidas pela
Justiça e não pelos parlamentares.
Fonte: Agência Brasil.
