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Weintraub volta a dizer que universidades têm plantação de maconha

O ministro da Educação foi ouvido, nesta quarta-feira (110, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Na sessão, Abraham Weintraub voltou a afirmar que existem plantações de maconha e tráfico de drogas nas universidades federais.

“Quantos pés de couve tem na minha casa? Seis. É uma plantaçãozinha de couve. Eu imagino que eu coma mais couve do que esse pessoal fuma maconha”, declarou o ministro, que chegou a interromper a sessão para pedir atenção dos deputados para o tema.

“Eu peço para levar com seriedade esse assunto, porque tem um monte de vidas que são destruídas com isso. Antes de fazer comentário engraçadinho, leve a sério. Eu não vim aqui para ficar de palhaçada”, insistiu Weintraub.

As declarações do ministro geram tumulto e bate-boca entre deputados e lideranças de movimentos estudantis. A sessão quase foi suspensa.

“É muito grave, diante da educação, diante da crise profunda da educação, ouvir um ministro deste nível falar sobre isso. É um insulto aos educadores”, reclamou o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Desde que assumiu a pasta, o ministro da Educação coleciona comentários polêmicos e, na sessão desta quarta-feira, na Câmara, não foi diferente. Weintraub afirma que as universidades federais estão doentes por causa das drogas e que precisam de socorro. As afirmações geraram reações calorosas dos parlamentares, a favor e contra.

“O ministro é um produtor de fake news. Ele é um deseducador coletivo. Ele deveria renunciar ao ministério da educação”, declarou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Já o deputado Filipe Barros (PSL-PR) endossou o discurso do ministro: “Mais uma vez, ele comprova o que ele disse: que existe drogas e tráficos de drogas dentro das universidades, e que precisa ser combatido”.

Weintraub ainda defendeu que a Polícia Militar atue nas universidades. “A PM, apesar de tudo e todos contra ela, faz um trabalho heroico de segurar essa epidemia, enxugando gelo”.

Após a sessão, representantes de associações estudantis informaram que irão acionar a Justiça para que o ministro comprove as afirmações. “Ao tentar generalizar a imagem da universidade, a imagem dos estudantes brasileiros – que ele tentou fazer, sim – ele está cometendo uma acusação muito grave”, argumentou o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão.

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