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É cada vez mais difícil para a classe média ter dinheiro
suficiente para pagar um apartamento à vista ou para conseguir um
grande empréstimo bancário. Nas últimas décadas, os recursos
dessa franja social declinaram em várias partes do mundo, enquanto o
pedaço da torta compartilhado pelos 10% mais ricos cresceu, de
acordo com o último relatório da Organização para a Cooperação
e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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Nesse
contexto, grandes cidades latino-americanas experimentaram um
significativo aumento no valor dos apartamentos, especialmente em
bairros habitados por profissionais liberais.
Buenos
Aires, na Argentina, tem o metro quadrado mais caro da América
Latina, seguida por Santiago, no Chile, Montevidéu, no Uruguai, e
Rio de Janeiro, segundo um novo estudo da Universidad Torcuato di
Tella, da Argentina, e da consultoria Navent — a pesquisa já havia
sido feita nos dois últimos anos pela instituição de ensino.
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O
preço médio do metro quadrado em Buenos Aires é de US$ 3.125 (R$
12,4 mil), enquanto em Santiago é de US$ 3.111 (R$ 12,3 mil ), US$
3.051 (R$ 12,1 mil) em Montevidéu e US$ 3.039 (R$ 12 mil) no Rio de
Janeiro.
As
investigações se concentraram em algumas das cidades mais ricas da
região, calculando os preços por meio da média dos valores
anunciados em propagandas de casas e apartamentos
à venda. A base dos preços em dólares foi realizada
para cotar as diferenças entre as moedas. No total, 14 metrópoles
da região foram analisadas.
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As
cidades em que mais cresceu o valor dos apartamentos nos últimos
seis meses foram São Paulo, Monterrey (México) e Rio de Janeiro,
diz o estudo. Ao contrário, capitais como Santiago, Cidade do Panamá
(Panamá) e Quito (Equador) registram quedas dos índices.
Ao
comparar o poder aquisitivo das moedas locais, as maiores taxas foram
encontradas em Monterrey, Cidade do México e Bogotá, na Colômbia,
enquanto Buenos Aires, Córdoba e Rosário, na Argentina, ficaram
abaixo.
Rio
perde posição
Em
maio do ano passado, o Centro de Investigación en Finanzas de la
Escuela de Negocios da Universidad Torcuato di Tella, publicou a
mesma pesquisa mostrando que o Rio de Janeiro tinha o metro quadrado
mais caro da região, com um preço médio de US$ 3.663 (R$ 13.032).
Depois
do Rio, as cidades mais caras da América Latina eram Santiago do
Chile, com uma média de US$ 3.303 (R$ 11.738), e Buenos Aires, na
Argentina, cuja medida básica é vendida por cerca de US$ 3.059 (R$
10.871). Os novos dados modificaram às posições, colocando a
capital argentina no topo e fazendo surgir Montevidéu no top 3 — a
cidade estava na quinta colocação em 2018, com uma média de US$ 3
mil (R$ 10.661). No mesmo estudo, São Paulo tinha o preço médio de
US$ 2.523 (R$ 8.966).
Segundo
os dados, Caracas é a capital mais barata para se viver hoje na
região, com um metro quadrado avaliado em torno de US$ 519 (R$
1.844), muito por causa das altas taxas de inflação, da
desvalorização do bolívar — moeda local — frente ao dólar e da
crise econômica que o país atravessa.
Depois
de Caracas, imóveis mais baratos da região estão em Quito, no
Equador (US$ 1.363 – R$ 4.843), Guadalajara, no México (US$ 1.409 –
R$ 5.006) e Bogotá, na Colômbia (US$ 1.464 – R$ 5.201).

