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“Recebo mensagem de gente com o mesmo dilema”, diz ator sobre gay enrustido

Os personagens de Eriberto Leão e Ellen Rocche na novela "O Outro Lado do Paraíso"

Os personagens de Eriberto Leão e Ellen Rocche na novela “O Outro Lado do Paraíso” Foto: Divulgação/TV Globo

A
tentativa de se encaixar em um padrão só tem causado sofrimento a
Samuel, personagem de Eriberto Leão em “O Outro Lado do
Paraíso”, que não consegue se aceitar e já
disse, inclusive, que odeia ser gay.

Mesmo
assim, o psiquiatra reluta em aceitar a própria orientação sexual
e vai se boicotar mais uma vez: depois
de falhar na hora H com Suzy (Ellen Rocche), o médico insiste em
sair com ela, e os dois acabam passando a noite juntos.

“O
conflito interno dele é o que mais chama a atenção”, afirma
Eriberto, que diz ser difícil se colocar no lugar do personagem e
prever o que faria nessa situação.

“Acho
que esse conflito interno não faz bem a ninguém. É difícil opinar
sobre isso. Só quem vive essa situação tem ideia e sabe o que é”,
analisa.

Embora
não acompanhe os comentários nas redes sociais, Eriberto conta que
tem recebido “um retorno muito forte” do público sobre o
drama do médico.

“Fico
feliz que muitas pessoas estão sendo tocadas de algum modo pela
trajetória e pelos conflitos de Samuel. Recebo mensagens
de pessoas que viveram esse dilema e isso me toca muito”, diz.

Nos
próximos capítulos da novela, a farsa de Samuel para si próprio
vai além: em cenas previstas para irem ao ar na terça-feira
(14), ele pede a namorada em casamento, para alegria de Adinéia
(Ana Lucia Torre).

A união,
que é exibida no capítulo seguinte, após uma passagem de tempo na
trama, só vai mascarar o dilema do personagem. Ele passa a
mentir para evitar transar com a mulher e gasta seu tempo se
encontrando com rapazes.

Na
história de Walcyr Carrasco, há ainda um romance previsto do
psiquiatra com Cido (Rafael Zulu). O ator, no entanto, prefere
não apostar em aceitação ou rejeição do casal gay.

“Vamos
aguardar. Não imagino como será”, despista ele. “Não
acredito que há desconforto quando um ator mergulha na alma de um
personagem. Não havia vivido um personagem com essas características
antes. É um processo bem diferente. Tento focar no trabalho”,
conclui.

Via Giselle de Almeida/UOL Rio

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