Foto: Reprodução/Twitter/ Hamilton Mourão
Assunto
de destaque no final de semana em todos os sites, nos jornais e na
grande maioria dos canais de TV, a notícia da canonização de
Irmã Dulce, a primeira santa nascida no Brasil, passou praticamente
em brancas nuvens pela Record.
No
sábado (12), véspera da cerimônia no Vaticano, o assunto teve
enorme destaque nos telejornais noturnos das maiores emissoras. O
“Jornal Nacional” (Globo) exibiu duas reportagens num total
de 6 minutos e 20 segundos. O “SBT Brasil” igualmente
apresentou duas matérias ao longo de 6 minutos. O “Jornal da
Band” foi outro a mostrar duas matérias sobre o assunto num
total de 5 minutos e 22 segundos. Os três telejornais produziram
parte do material com repórteres em Roma.
A EBC
(Empresa Brasil de Comunicação) também contou com equipe na Itália
para produzir material jornalístico para a TV Brasil – o
vice-presidente, Hamilton Mourão, representou o governo na
cerimônia.
O
“RedeTV News” não teve cobertura no local, mas mesmo assim
não poupou esforços e apresentou uma grande reportagem de 5 minutos
e 40 segundos sobre a canonização.
No “Jornal
da Record” não houve nenhuma menção ao assunto. O Vaticano
foi citado, de forma crítica, por realizar o Sínodo da Amazônia,
numa reportagem do telejornal sobre a Conferência
de Ação Política Conservadora realizada em São Paulo.
No
“Domingo Espetacular”, com três horas e meia de duração,
a cerimônia religiosa realizada pela manhã no Vaticano não
mereceu, igualmente, qualquer menção. Para os dois principais
jornalísticos da Record no final da semana, a notícia não existiu.
Foi um
boicote ainda mais radical do que o ocorrido na beatificação de
Irmã Dulce, em 2011, passo anterior da canonização. Naquela
ocasião, tanto o principal telejornal quanto a revista eletrônica
dominical da Record falaram, ainda que modestamente, do assunto em
reportagens.
Edir
Macedo, dono da Record, é também fundador da Igreja Universal do
Reino de Deus. Nos seus livros de memórias, a trilogia “Nada a
Perder”, ele faz
críticas duras à Igreja Católica, a quem enxerga como
“inimiga”, ao lado da Globo, e acusa de conspirar contra a
Universal. Esta
crítica é reiterada nos dois filmes já realizados com
base nas biografias.
Em vários
intervalos da programação de domingo, a Record exibiu uma chamada
sobre o “Fala Brasil”, que estreia novo
cenário e apresentadora nesta segunda-feira (14). “A
busca pela verdade é nossa obrigação”, diz a chamada. Quatro
palavras são realçadas no vídeo como características do
jornalístico: “respeito”, “confiança”,
“agilidade” e “credibilidade”.
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A
notícia é de Mauricio
Stycer, do Uol
