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Retirada da terapia hormonal nos EUA abre nova fase no cuidado da menopausa

A retirada do alerta de “tarja preta” da terapia hormonal para menopausa pelo FDA mudou o cenário dos tratamentos voltados às mulheres nesta fase da vida, após mais de vinte anos de restrições. A decisão foi anunciada pela agência reguladora norte-americana e representa um marco para pacientes e profissionais de saúde, que veem na medida a possibilidade de retomada segura da Terapia de Reposição Hormonal (TRH).

O ginecologista Guilherme Carvalho considera que a mudança reconhece o que estudos recentes já indicavam. “Após décadas de um pânico infundado, estamos enfim vivenciando o começo de uma nova era na saúde da mulher. A terapia hormonal, quando utilizada de forma consciente, segura e com acompanhamento médico, pode transformar a vida das pacientes”, afirma.

A TRH perdeu espaço no início dos anos 2000, depois de interpretações do estudo Women’s Health Initiative (2002), que associou o uso de hormônios a riscos elevados de câncer e doenças cardiovasculares. O FDA reagiu impondo, em 2003, o alerta mais severo disponível, o que reduziu as prescrições em mais de 70%. Pesquisas posteriores, porém, identificaram limitações no estudo original, que avaliou mulheres com média de 63 anos e gerou conclusões que especialistas hoje classificam como distorcidas.

Novas evidências mostram que o tratamento, quando iniciado até dez anos após o início da menopausa ou antes dos 60 anos, apresenta melhor desempenho e segurança. Os estudos apontam que a TRH reduz fogachos, melhora o sono, estabiliza o humor, eleva a libido, previne osteoporose e pode oferecer efeitos positivos sobre a saúde cardiovascular e cognitiva, com reduções expressivas em risco de infarto e declínio mental em determinados grupos.

Com a atualização, o FDA trabalha com os fabricantes para retirar advertências generalizadas sobre risco cardíaco, câncer de mama e demência, mantendo apenas alertas específicos quando necessários, como o de câncer de endométrio. Entidades médicas dos EUA avaliam que a mudança devolve equilíbrio às informações e permite decisões mais seguras entre médicos e pacientes.

O ginecologista aponta que a desinformação afetou diretamente a saúde feminina. “A ciência evoluiu e é hora de deixarmos o medo para trás. Com indicação adequada e monitoramento, a TRH devolve saúde, disposição e vitalidade à mulher madura”, destaca. Segundo ele, o uso da reposição deve sempre considerar o histórico individual, mas continua sendo a intervenção mais eficaz para o alívio dos sintomas da menopausa.

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