O atacante Richarlison recebeu oficialmente o Título de Cidadão Paraibano após uma ação solidária que ajudou uma jovem do estado a avançar no tratamento de reabilitação. A homenagem foi transformada na Lei nº 14.704, publicada na edição desta sexta-feira (25) do Diário Oficial do Estado da Paraíba.
O jogador doou R$ 200 mil para a campanha de Letícia Maria, paraibana de 24 anos que teve as duas pernas amputadas após um grave acidente de trânsito em João Pessoa. O dinheiro foi arrecadado para custear próteses e o processo de reabilitação da jovem.
A lei, sancionada na quinta-feira (24), tem origem em projeto do deputado estadual Felipe Leitão e cita expressamente a ação em benefício de Letícia como justificativa para a concessão da cidadania paraibana.
A proposta havia sido apresentada na Assembleia Legislativa da Paraíba em fevereiro deste ano. Na justificativa analisada pelo Legislativo, a doação do atleta foi apontada como uma contribuição para o tratamento, a reabilitação e a aquisição de próteses pela jovem paraibana.
Doação mudou cenário da campanha
Letícia sofreu o acidente em 12 de janeiro de 2023, em João Pessoa, quando foi atingida e arrastada por um ônibus enquanto seguia para a universidade. Ela ficou internada por cerca de três meses e teve as duas pernas amputadas.
Em 2026, a jovem iniciou uma campanha para arrecadar R$ 400 mil destinados à compra de próteses e ao tratamento de reabilitação.
A mobilização ganhou repercussão nas redes sociais até chegar a Richarlison. O atacante contribuiu com R$ 200 mil, o equivalente à metade da meta estabelecida pela campanha, além de compartilhar o caso em suas redes.
Natural de Nova Venécia, no Espírito Santo, Richarlison construiu carreira na Seleção Brasileira e no futebol europeu. O atacante permanece vinculado ao Tottenham, da Inglaterra, embora esteja atualmente fora dos planos esportivos da equipe e tenha iniciado negociações para deixar o clube.
Com a publicação da Lei nº 14.704, ele passa a ter também o título honorífico de cidadão paraibano.
Outros quatro títulos foram sancionados
Além de Richarlison, outras quatro pessoas tiveram leis concedendo a cidadania paraibana publicadas na mesma edição do Diário Oficial.
Carla Miller Melo Catão, empresária e engenheira civil, recebeu o Título de Cidadã Paraibana por meio da Lei nº 14.700. O projeto foi apresentado pelo deputado João Gonçalves e cita serviços prestados ao desenvolvimento econômico, social, urbano e habitacional do estado.
Carla atua no setor da construção civil e é sócia-administradora da Delta Engenharia, empresa sediada em João Pessoa e voltada à incorporação de empreendimentos imobiliários. A trajetória empresarial é compartilhada com o também engenheiro Antônio Carlos Teixeira Catão.
Antônio Carlos Teixeira Catão também recebeu a cidadania paraibana. A Lei nº 14.701, igualmente de iniciativa do deputado João Gonçalves, utiliza como fundamento a atuação do empresário e engenheiro civil no desenvolvimento econômico, urbano, social e habitacional da Paraíba.
Antônio Carlos e Carla aparecem como sócios-administradores da Delta Engenharia desde a constituição da empresa. A construtora informa que suas primeiras unidades foram desenvolvidas na Zona Sul de João Pessoa.
A Lei nº 14.702 concedeu o Título de Cidadão Paraibano a José Marques de Lima Júnior, por iniciativa do deputado Sargento Rui. Diferentemente das leis destinadas a Richarlison e ao casal de engenheiros, o texto publicado não apresenta informações biográficas nem especifica os serviços utilizados como fundamento para a homenagem. O projeto que originou a concessão foi apresentado na Assembleia Legislativa em novembro de 2024.
Já Igor Tobias Mariano recebeu o título por meio da Lei nº 14.703, também originada de proposta do deputado Sargento Rui.
Natural de Amambai, em Mato Grosso do Sul, Igor atua na área de segurança institucional do Poder Judiciário. A justificativa apresentada à Assembleia Legislativa destacou sua passagem por estruturas de segurança do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, além da atuação no Conselho Nacional de Justiça.
O CNJ o identifica como diretor do Departamento de Segurança Institucional do Poder Judiciário. Ele também integrou o Comitê Gestor do Sistema Nacional de Segurança do Poder Judiciário.
As cinco leis foram sancionadas em 24 de setembro e entraram em vigor com a publicação no Diário Oficial desta sexta-feira.


