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Saiba como estudar meio ambiente para os vestibulares

Com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para acontecer em Belém–PA, as mudanças climáticas passam a representar uma temática ainda mais importante e com grande possibilidade de ser cobrada nos vestibulares aplicados neste ano.

Questões envolvendo impactos econômicos, sociais e ambientais relacionadas ao aquecimento global e aos efeitos do clima devem aparecer com frequência nas provas, além de eventos recentes, como os incêndios florestais que atingiram o estado americano da Califórnia em 2024, devastando bairros inteiros e deixando um rastro de destruição.  

É o que indica Heloísa Agudo, autora de Biologia do Sistema de Ensino pH. Temas como o uso de energias renováveis, a redução do uso de descartáveis, o combate ao desmatamento e o fortalecimento da agropecuária sustentável têm ganhado cada vez mais espaço nos conteúdos abordados nas provas de seleção para a faculdade. 

“Esses assuntos exigem dos candidatos o domínio de conceitos como clima, ecologia e vegetação, além da capacidade de compreender as relações entre ações humanas, como a queima de combustíveis fósseis e os desequilíbrios ambientais”, comenta.  

Importância da capacidade de reflexão

De acordo com Heloísa Agudo, a preparação adequada para a prova passa pelo conhecimento teórico dos processos naturais que guiam o clima e os biomas. Conhecer esses fundamentos permite que o estudante analise e disserte sobre os problemas ambientais contemporâneos. “A compreensão do tema permite ao aluno discernir entre notícias assertivas e sensacionalistas”, comenta.

Segundo ela, a preservação da biodiversidade também é um tema constante desde a Eco-92, que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992. “Atualmente, essa temática é tratada não apenas como uma questão ética, mas como uma pauta estratégica: a extinção de espécies desconhecidas compromete o acesso a recursos valiosos para áreas como medicina, agricultura e indústria. Com isso, os estudantes devem desenvolver a capacidade de refletir sobre como aliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental, habilidade valorizada em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”, afirma.

Alunos sentados em mesas na sala de aula assistindo apresentação de projeto de um colega que está a frente da sala

As escolas devem promover atividades que estimulem o conhecimento de temas sobre o meio ambiente (Imagem: Xavier Lorenzo | Shutterstock)

Papel das escolas na preparação dos estudantes

As escolas têm papel essencial nesse processo ao promover atividades como debates, projetos e pesquisas, que estimulam a construção ativa do conhecimento, segundo destaca a especialista. Já os estudantes podem se manter atualizados acompanhando fontes confiáveis nas redes sociais, como os perfis do Ministério do Meio Ambiente (@mmeioambiente), do Ibama (@ibamagov) e do ICMBio (@icmbio), além de organizações não-governamentais sérias.

“Em um cenário global de emergência climática, estar bem-informado e desenvolver uma visão crítica sobre as questões ambientais é um diferencial importante, tanto para as provas quanto para a formação como cidadão”, finaliza a especialista.  

Por Patrícia Buzaid

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