Ministério Público começou investigando o desvio de recursos na Cruz Vermelha, em 2018
A primeira fase da Operação
Calvário foi deflagrada em 14 de dezembro de
2018, com objetivo de identificar uma organização criminosa
teve acesso a mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos para
a gestão de unidades de saúde na Paraíba e em outras unidades da federação, entre julho de 2011 e dezembro de 2018.
Na
primeira fase, 11 pessoas foram presas, entre elas, a ex-secretária
de Administração do Estado, Livânia Farias. Ela é suspeita de receber propina da Cruz Vermelha, que administrava
o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
Na
segunda fase da operação, deflagrada em fevereiro deste ano, a
Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão
nas cidades de João Pessoa, Conde, no Litoral Sul paraibano, além do Rio
de Janeiro. No dia 14 de março, a PF realizou
a terceira fase da operação, quando, mais uma vez, o alvo foi a
ex-secretária de Administração, Livânia Farias. Ela foi presa no
dia 16 de março quando retornava de Belo Horizonte, capital mineira.
Na
quarta fase, deflagrada em 30 de abril, a servidora pública Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro foi presa. Ela era lotada na
Procuradoria Geral do Estado. Além do mandado de prisão
preventiva, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.
A quinta fase foi no dia 9 de abril. O então secretário executivo
de Turismo da Paraíba, Ivan Burity, foi preso. O objetivo desta
fase foi cumprir 28 mandados, sendo três de prisão preventiva e 25
de busca e apreensão, em cinco estados. O diretor administrativo do
Hospital Geral de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho, também foi
preso.
A sexta fase da operação foi no dia 15 de
outubro. Foram cumpridos mandados em endereços ligados ao
ex-secretário de turismo Ivan Burity e à advogada Luciana Ramos
Neiva. Os hospitais Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, e Hospital Geral de Mamanguape, ambos administrados pelo Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional (IPCEP) também foram alvo da sexta fase, que também teve como
objetivo apurar suspeita de irregularidades de contratos da gráfica
Grafset com o Governo da Paraíba.
A sétima fase foi realizada nesta terça-feira (17). Veja: Ricardo Coutinho é apontado como líder de organização criminosa e tem prisão decretada pela Justiça
