Após os alarmantes casos de assassinatos de mulheres nesta última semana, em João Pessoa, Campina Grande e Sousa, a Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) divulgou uma nota no fim da tarde deste sábado (20) lamentando os casos de violência.
A secretaria menciona os últimos investimentos de políticas públicas nas áreas de assistência e prevenção.
+ Paraíba registra quatro mulheres mortas em 5 dias; maridos são os principais suspeitos dos crimes
“A Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (SEMDH) lamenta com pesar os quatro casos de feminicídio registrados, na última semana, em João Pessoa, Campina Grande e Sousa.
Cada mulher assassinada nos afeta, nos indigna e representa uma parte de nós, inseridas no contexto de opressão e violência doméstica, imposto pela cultura do machismo que demarca as relações de gênero e o controle sobre a vida das mulheres.
Alertamos para que toda a sociedade se empenhe na proteção ás mulheres que vivem situações de violência. O silêncio é cúmplice da violência, já dizia o movimento de mulheres na década de 1990.
Precisamos unir os esforços, numa grande aliança, entre governo, instituições, organizações sociais, movimentos sociais, escolas, serviços de saúde, sindicatos, igrejas, famílias e sociedade para mudar a cultura machista, proteger as mulheres e enfrentar a violência de gênero.
O governo do Estado, por sua vez, vem implementando políticas públicas intersetoriais, com ações de repressão por meio de uma parceira contínua da SEMDH com a Secretaria de Segurança e Defesa Social (SEDS); aumentando as delegacias especializadas de mulheres, implantando o Programa SOS Mulher e a Patrulha Maria da Penha.
Na área de assistência foram criados a Casa Abrigo, Centro Estadual de Referência da Mulher em Campina Grande e Centro Regional de Referência da Mulher em Sumé, realizadas capacitações com mais de 5 mil policiais, dialogado com CREAS, entre outras ações.
No campo da prevenção, são feitas campanhas de mídia, atuação nas escolas com a Secretaria de Educação (SEE) com o intuito de cuidar dos meninos, meninas e jovens para que sejam educados na perspectiva de igualdade de gênero, sem assimilar o machismo como prática de vida.
Buscamos e não medimos esforços para promover uma mudança de mentalidade e isso só será possível se trabalharmos unidos (as). Nos solidarizamos com as famílias – filhas, filhos, parentes, movimento de mulheres e feminista. Pedimos sororidade em favor da vida das mulheres!
Em caso de violência contra mulheres, ligue 190 ou 197! Denuncie!“
Foto: Reprodução / Internet
Os crimes
O
primeiro caso aconteceu na noite da última segunda-feira (15),
em Campina Grande, no Agreste do estado, Dayse
Alves foi morta com um tiro pelo ex-marido, que não aceitava a
separação. Após o crime, o homem cometeu
suicídio. O casal foi velado e sepultado no mesmo túmulo no
dia seguinte.
Outra vítima foi Tâmara
de Oliveira Queiroz, na tarde desta quinta-feira
(18), no bairro da Torre, em João Pessoa. O ex-companheiro atingiu a
mulher com três tiros na cabeça e se suicidou em seguida. A
polícia acredita que o ciúme pode ter motivo o crime.
Nesta sexta-feira Santa (19), em João Pessoa, Ana
Priscila do Rego de Viana, de 31 anos, foi
assassinada a facadas e encontrada morta dentro de um prédio
abandonado, no bairro de Mangabeira.
Conforme a polícia, o suspeito foi
detido no mesmo bairro e encaminhado à Central de Polícia. Fabiana
Ferreira da Silva, de 30 anos, foi encontrada
morta, na noite desta sexta-feira (19), em um sítio, no
município de Sousa, interior da Paraíba. De acordo com a Polícia
Militar, ela foi assassinada com um tiro de arma de fogo na cabeça e
o marido é o principal suspeito do crime. Ele teria
fugido do local e levado a arma utilizada na ação.

