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Senado aprova lei para combater adultização infantil no ambiente digital

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto de lei que cria medidas para proteger crianças e adolescentes no uso de redes sociais, jogos eletrônicos e demais serviços digitais. O texto, que passou por alterações na Câmara dos Deputados, volta-se agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que muda para as plataformas

As empresas responsáveis por serviços digitais terão de:

  1. Associar contas de menores de 16 anos a um responsável;
  2. Excluir conteúdos impróprios direcionados ao público infantil;
  3. Criar mecanismos de denúncia acessíveis;
  4. Implementar sistemas confiáveis de verificação de idade, sem autodeclaração.

Quem descumprir as normas poderá receber multas entre R$ 10 por usuário e R$ 50 milhões. Além disso, há previsão de suspensão temporária ou definitiva das atividades.

Conteúdos considerados inadequados

De acordo com o projeto, devem ser retirados ou restritos materiais que envolvam:

  • Exploração e abuso sexual;
  • Violência e assédio virtual;
  • Incentivo a automutilação ou uso de drogas;
  • Jogos de azar, apostas e loterias;
  • Propaganda enganosa ou predatória;
  • Pornografia.

As empresas terão de comunicar imediatamente às autoridades nacionais e internacionais casos de aliciamento, exploração sexual ou sequestro.

Ferramentas de supervisão

As plataformas serão obrigadas a disponibilizar controle parental, com possibilidade de limitação do tempo de uso e acompanhamento do conteúdo acessado por crianças e adolescentes. Também deverão publicar relatórios semestrais sobre denúncias e medidas de moderação adotadas.

Se um conteúdo for removido, o autor deve ser notificado previamente, com direito a recurso por meio de ferramenta clara e acessível.

Jogos eletrônicos

O Senado também decidiu proibir loot boxes — as chamadas caixas de recompensa em jogos eletrônicos. Para o relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), o mecanismo se assemelha a jogos de azar, já vetados pela legislação brasileira.

Tramitação e oposição

A aprovação ocorreu por votação simbólica. Votaram contra os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Jaime Bagatolli (PL-RO) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Pressão pública

O avanço do tema no Congresso foi impulsionado após a repercussão de um vídeo do influenciador Felca, que denunciou casos de adultização infantil no ambiente digital. A gravação ultrapassou 24 milhões de visualizações e foi decisiva para acelerar a análise da proposta.

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