RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Senado aprova projeto que criminaliza a misoginia no Brasil

Texto aprovado pelo Senado tipifica a misoginia como crime de preconceito e discriminação e estabelece penas de até 5 anos de reclusão

Professor é acusado de agredir aluno dentro de escola municipal
Foto: Reprodução

O Senado Federal aprovou nessa terça-feira (24) um projeto de lei que passa a considerar crime a misoginia, prática caracterizada pelo ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres. Agora, a proposta segue para análise da Câmara dos Deputados.

Com a aprovação do texto original, a misoginia passa a ser incluída na Lei do Racismo, que trata de crimes de preconceito e discriminação. A definição adotada considera a prática como uma conduta baseada na crença de superioridade do gênero masculino sobre o feminino.

A proposta estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos para os casos enquadrados. O projeto é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, que relatou ter sido alvo de ataques e ameaças em razão da defesa da iniciativa.

“Por exemplo, eu recebi: ‘vai morrer, lixo’; ‘vai mandar prender, quero ver, os que te querem morta, depois de eles terem te matado. Depois de te seguir até sua casa, merda!’. ‘Você é contra a democracia. Manda prender quem ofende mulher na internet. Então vem, você vai morrer. Não escapa dessa não'”, enumerou a senadora. 

A senadora Soraya Tronicke, relatora do projeto, reforçou o crescimento do número de feminicídios no país, necessitando criminalizar a misoginia.

“O ódio às mulheres não é episódico, não é abstrato. Ele é estruturado, crescente e ceifa vidas todos os dias. O país viveu, nos últimos anos, uma escalada alarmante de feminicídios e agressões motivadas por desprezo às mulheres”, disse. 

Durante a análise em plenário, integrantes da oposição defenderam mudanças no texto para incluir exceções que evitariam a punição de autores de atos classificados como misoginia em situações relacionadas à liberdade de expressão ou motivadas por crenças religiosas. No entanto, os destaques apresentados nesse sentido foram rejeitados pelos senadores.

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS