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Suposto vazamento de informações militares secretas dos EUA é relatado

O editor-chefe da revista The Atlantic, Jeffrey Goldberg, publicou nesta segunda-feira (24) um texto que revela um suposto vazamento de informações confidenciais do governo dos Estados Unidos. As conversas, em que o jornalista foi incluído acidentalmente, discutiam a ofensiva contra os houthis no Iémen, incluindo planos detalhados sobre ataques e ações militares.

Segundo o relato de Goldberg, ele foi adicionado a um grupo de comunicação no aplicativo Signal – um serviço de mensagens conhecido por sua segurança – onde altos funcionários do governo americano, incluindo o vice-presidente J. D. Vance, discutiam as operações militares. O jornalista inicialmente questionou a veracidade das mensagens, mas passou a perceber a gravidade da situação à medida que os planos descritos nas conversas começaram a se concretizar.

No texto publicado, Goldberg descreve como foi incluído no chamado “Houthi PC small group” e como os participantes do grupo, que incluíam nomes como Steve Witkoff, Susie Wiles e Stephen Miller, discutiram de forma aparentemente inadequada e até ilegal os detalhes da operação. Algumas das informações compartilhadas incluíam coordenadas, horários de ataque e discussões estratégicas que foram posteriormente confirmadas com a realização dos bombardeios.

Entre as mensagens, o vice-presidente Vance foi retratado expressando preocupação com a inconsistência das ações em relação à política externa de Trump, especialmente sobre as operações no canal de Suez. O perfil de Pete Hegseth, secretário de Defesa, foi o responsável por compartilhar informações detalhadas sobre os ataques de 15 de março, incluindo dados como pacotes de armas, alvos e tempo.

Goldberg relata também que algumas das mensagens foram ocultadas por ele, pois, caso lidas por adversários dos EUA, poderiam comprometer a segurança de militares e agentes de inteligência americanos. Além disso, o jornalista questiona a possível violação de registros federais, já que alguns dos perfis utilizados, como o de Michael Waltz, excluíram mensagens após um curto período, o que poderia configurar apagamento ilegal de documentos oficiais.

Após deixar o grupo, Goldberg entrou em contato com alguns dos envolvidos para questionar a veracidade das mensagens. O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Brian Hughes, confirmou que a cadeia de mensagens era autêntica, mas afirmou que houve um erro ao incluir o jornalista no grupo. O porta-voz de Vance, William Martin, por sua vez, garantiu que o vice-presidente estava totalmente alinhado com Trump, apesar das impressões geradas pelas mensagens.

A publicação do texto gerou uma reação imediata em Washington, com membros do Congresso americano expressando indignação. O deputado democrata Chris Deluzio afirmou que o vazamento foi uma “violação escandalosa da segurança nacional” e que responsáveis deveriam ser demitidos. A deputada democrata Sara Jacobs também criticou o incidente, ressaltando que não poderia ser considerado um simples erro.

Por outro lado, o deputado republicano Don Bacon minimizou a situação, comparando-a a um erro comum de envio de mensagem, mas enfatizou que as informações não deveriam ter sido compartilhadas em sistemas não seguros, alertando para o risco de vigilância por parte de países adversários como Rússia e China.

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