Um, dois, três… sete. Sete jogos de invencibilidade na Série C e uma paixão aflorou no torcedor do Botafogo-PB. Bastaram alguns jogos sem sentir a dor da derrota para uma legião precoce de ‘Surianistas’ – fãs do técnico Felipe Surian – nutrir-se de esperança nos arredores da Maravilha do Contorno.
A necessidade de respirar novas glórias – tendo em vista os últimos 10 anos de fracassos na tentativa do acesso – pode resultar no agravamento de ansiedades e tensões no clube e torcida. Tudo aquilo não necessário neste período. E, diga-se de passagem, diante de em um ano nada fácil para o Alvinegro da Estrela Vermelha.
Errou quem achava que a primeira derrota não aconteceria.
Errou duas vezes quem, nas redes sociais, destilou análises grosseiras a quem antes era só elogios. Não esqueçamos que torcedor é fibra, cimento e base de todo e qualquer clube. Mas, errou quem viveu um sonho precoce e ignorou as dificuldades da Série C.
Surian trabalha arduamente. De zona devastada a um perfil interessante. Campo de análise. O Belo de hoje tem estratégia e dinâmica de jogo. Faltam peças pontuais, mas quem não precisa contratar?
Este texto não trata-se de uma defesa direta ao técnico Felipe Surian, mas um alerta aos efeitos do Surianismo precoce. Vamos com calma, jogo a jogo. A postura defensiva no confronto contra Volta Redonda, incomodou. Bem menos que os empates diante de Pouso Alegre e Floresta. Todavia, essa mística de ações e frustrações é do campo de jogo. Do campo do futebol.
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